A Prefeitura de Mauá iniciou nesta semana o processo de demissão de 540 servidores públicos aposentados, uma medida que está gerando grande repercussão na cidade. A decisão é baseada no Estatuto dos Servidores Públicos de Mauá e na Emenda Constitucional 103/2019, a última reforma da Previdência.
Contudo, o Sindserv, Sindicato dos Servidores Públicos de Mauá, contesta essa ação, alegando falta de diálogo por parte da administração municipal e prometendo uma reação caso as demissões sejam concretizadas.
O que você vai ler neste artigo:
Segundo informações internas do governo, as demissões estão em conformidade com a legislação vigente, que determina que a aposentadoria de um servidor público deve resultar no rompimento do vínculo empregatício. A Emenda Constitucional 103/2019 alterou o artigo 37 da Constituição Federal, reforçando esse entendimento.
O Sindserv se posiciona contra as demissões, argumentando que a reforma da Previdência não deve ser aplicada retroativamente aos servidores que se aposentaram antes de 2019. Maralisa Torres Dias, presidente do sindicato, afirma que isso poderá levar à judicialização de muitos casos.
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A decisão de demitir servidores aposentados foi mantida em sigilo, mas acabou se tornando pública após questionamentos do Ministério Público de São Paulo sobre a situação de dez servidores aposentados que ainda constavam como ativos.
A administração municipal de Mauá justifica as demissões com base na necessidade de seguir as diretrizes da Emenda Constitucional 103/2019 e no entendimento de que a aposentadoria deve levar à vacância do cargo, conforme o Estatuto dos Servidores.
O tema das demissões já estava no radar da gestão do prefeito Marcelo Oliveira desde 2021, mas foi adiado devido à pandemia de Covid-19. Anteriormente, entre 2015 e 2016, quando presidia o Legislativo, Oliveira já havia realizado exonerações semelhantes.
O sindicato, por sua vez, realizou uma reunião com os servidores para discutir a situação e planejar os próximos passos, incluindo possíveis ações judiciais.
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O impasse entre a Prefeitura e o Sindserv deve continuar nos próximos dias, com ambos os lados buscando defender seus pontos de vista.
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As demissões podem resultar em perda de benefícios e direitos trabalhistas que os servidores aposentados ainda possuíam.
A Emenda Constitucional 103/2019, parte da reforma da Previdência, reforça que a aposentadoria deve resultar na vacância do cargo público.
O Sindserv está buscando medidas legais para contestar as demissões, mas ainda não há garantia de reversão.
A decisão foi mantida em sigilo até que questionamentos do Ministério Público trouxessem o assunto à tona.
O Ministério Público de São Paulo questionou a situação de servidores aposentados que ainda constavam como ativos, o que ajudou a tornar pública a decisão de demissão.