A circulação de ônibus no Espírito Santo deve sofrer impacto expressivo a partir desta terça-feira (9), com a possível greve dos rodoviários. O sindicato da categoria confirmou que, caso não haja acordo com as empresas de transporte, apenas 30% da frota estará em operação, atendendo à exigência legal. A paralisação foi motivada pela rejeição da proposta patronal em assembleia realizada na última semana.
O movimento mobiliza motoristas e cobradores de linhas urbanas, intermunicipais, seletivas e de serviços complementares em toda a Grande Vitória, além de outras regiões. Veja neste conteúdo quais ônibus e cidades serão afetados, detalhes das negociações e orientações para quem depende do transporte coletivo no estado. Continue para entender o andamento das conversas e como o serviço pode ser reajustado.
O que você vai ler neste artigo:
A decisão da greve partiu após as negociações entre trabalhadores e empresários não avançarem quanto à renovação do acordo coletivo, válido para o período de novembro de 2025 até outubro de 2026. De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas não atendia às expectativas da categoria, levando à publicação do edital de paralisação, com início previsto para as primeiras horas do dia 9 de julho.
A assembleia que rejeitou a proposta patronal aconteceu na quinta-feira (4), marcando o ápice das insatisfações sobre reajuste salarial e benefícios. Lideranças do Sindirodoviários apontam que a alternativa de greve foi o último recurso, após um longo período de conversas sem avanços significativos.
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Conforme detalhado pelo sindicato, diferentes sistemas de transporte público no Espírito Santo podem sofrer alterações no atendimento. Veja quais redes e empresas devem operar com frota reduzida:
Mesmo com a paralisação, a circulação mínima de 30% dos veículos será mantida para garantir serviços essenciais, conforme determina a legislação trabalhista. No entanto, usuários devem se preparar para maior tempo de espera, ônibus mais cheios nos horários de pico e necessidade de reorganizar trajetos diários.
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Antes do início efetivo da greve, outra assembleia foi convocada para esta segunda-feira (8) no Campo do Caxias, bairro Itararé, em Vitória. Os encontros ocorrem nos períodos da manhã e tarde, permitindo ampla participação dos rodoviários.
Neste encontro, a categoria vai avaliar uma contraproposta de última hora apresentada pelas empresas. Caso haja consenso por parte dos trabalhadores, a greve pode ser suspensa ou adiada, retomando o atendimento integral já ali na terça. A mobilização do sindicato demonstra que a base está inclinada ao movimento caso as demandas não sejam atendidas, o que mantém a insegurança em relação à normalização do serviço.
O Sindirodoviários, entidade que representa os motoristas e cobradores da região, garantiu que vem adotando todas as medidas cabíveis para uma greve legal e pacífica. A diretoria ressalta que avisos prévios foram emitidos para a sociedade e autoridades, evitando surpresas para usuários.
O presidente do sindicato, Marquinhos Jiló, reforçou em nota oficial que a paralisação é um direito legítimo dos trabalhadores na luta por melhorias. O sindicato se comprometeu a manter canais de diálogo abertos, mas segue firme quanto ao cumprimento do calendário caso não haja avanços significativos nas conversas até a data estipulada.
Com a aproximação da terça-feira, os capixabas que dependem do transporte coletivo acompanham com atenção os próximos desdobramentos. Fique atento às atualizações e acesse o site da Ceturb-ES para informações oficiais sobre horário de circulação e linhas em atividade.
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Diante do cenário de paralisação dos rodoviários, o uso do transporte coletivo no Espírito Santo exige cautela e planejamento dos passageiros para os próximos dias. O sindicato mantém firme sua postura de buscar condições mais justas para a categoria, mas ressalta a responsabilidade com a sociedade ao garantir o serviço mínimo.
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Os usuários devem planejar rotas alternativas, antecipar seus horários de deslocamento e acompanhar atualizações pela Ceturb-ES para evitar transtornos durante a greve.
Será mantida uma circulação mínima de 30% da frota, atendendo linhas urbanas, intermunicipais e serviços seletivos essenciais, conforme exigência legal.
A legislação trabalhista determina que uma frota mínima, geralmente 30%, deve operar para garantir serviços essenciais durante paralisações legais.
O site oficial da Ceturb-ES (Centro Estadual de Transporte e Urbanização) é a principal fonte para consultar horários, linhas em operação e eventuais mudanças.
Se a contraproposta das empresas for aceita, a greve poderá ser suspensa ou adiada, mantendo a operação normal da frota a partir do dia previsto para paralisação.