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Anvisa restringe venda de suplementos com ora-pro-nóbis, vinagre de maçã e creatina

Info Financeira em 8 de dezembro de 2025 às 10:23

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou a fiscalização sobre suplementos alimentares e cosméticos em 2025, proibindo diversos produtos populares no mercado nacional. As restrições atingiram especialmente itens à base de ora-pro-nóbis, vinagre de maçã e alimentos convencionais que utilizam creatina de forma não autorizada. Consumidores e lojistas devem redobrar a atenção após o anúncio das novas regras.

Neste artigo, detalhamos quais produtos foram afetados, as motivações da Anvisa para as proibições e como o consumidor pode se proteger de suplementos irregulares. Continue lendo para compreender os impactos dessas decisões e conheça as orientações mais recentes do órgão regulador.

Produtos com ora-pro-nóbis e creatina: por que foram proibidos?

O setor de suplementos é alvo frequente de fiscalizações devido ao crescente consumo e variedade de ofertas nas prateleiras. Desta vez, a Anvisa suspendeu a comercialização de lotes de produtos que usavam ingredientes como ora-pro-nóbis – uma planta de alto valor nutricional, mas sem comprovação de segurança para uso em suplementos – e creatina em contextos não autorizados, como alimentos comuns.

Entre os principais atingidos pela medida estão o Oliver Turbo, retirado do mercado por ser vendido sem qualquer registro ou notificação na Anvisa, e o Eronobis, comercializado como suplemento 100% natural à base de ora-pro-nóbis. De acordo com a agência, desde abril está em vigor a proibição de suplementos que utilizem essa planta por falta de evidências científicas robustas sobre seus benefícios e segurança.

Também foram recolhidos alimentos contendo creatina fora das normas, como os picolés energéticos da marca Linha Suplementar. A creatina, advertiu a Anvisa, só pode ser ofertada em suplementos destinados a adultos e é proibida em alimentos convencionais, um alerta importante para consumidores atentos à composição de produtos industrializados.

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Vinagre de maçã e proteína inovadora sob escrutínio

Outro ponto crítico foi a suspensão do lote 12M2 do vinagre de maçã Castelo, devido à presença elevada de dióxido de enxofre não informado no rótulo, infringindo regras de rotulagem e segurança alimentar. Segundo nota da fabricante, a empresa está colaborando totalmente com as autoridades sanitárias na investigação e já iniciou o recolhimento do produto para evitar riscos à saúde pública.

Além destes, a Anvisa determinou o recolhimento do Pó para preparo de bebida vegetal Livestrong/Essential Nutrition, que continha proteína de fava hidrolisada Peptistrong. Essa substância inovadora não passou pelo crivo de avaliação de segurança exigido para uso alimentar no país, tornando a comercialização irregular.

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Setor de suplementos lidera infrações e denúncias sanitárias

O cenário das fiscalizações mostra que os suplementos alimentares irregulares são uma crescente preocupação de saúde pública. Segundo dados da própria Anvisa, entre 2020 e 2025, cerca de 63% dos processos de investigação abertos estavam relacionados a irregularidades nesse segmento. Isso afeta não só a confiança do consumidor, mas também balança a reputação das empresas que atuam conforme as normas.

A agência reforça a necessidade de consultar sempre o registro Anvisa antes de adquirir qualquer suplemento. Esse número de registro deve estar claramente exposto na embalagem, acompanhado da frase “alimento registrado na Anvisa”. No portal oficial (consulta de regularização), é possível verificar em poucos cliques a situação do produto.

Como identificar produtos irregulares no mercado

Com a multiplicidade de suplementos e alimentos funcionais disponíveis, o consumidor precisa ficar atento para não cair em armadilhas. A ausência de registro, informação incompleta no rótulo ou alegações milagrosas são fortes indícios de irregularidade.

  • ⦁ Confira se o número de registro Anvisa consta da embalagem;
  • ⦁ Desconfie de produtos comercializados por empresas desconhecidas;
  • ⦁ Evite adquirir sucos, bebidas, doces ou cosméticos que prometam efeitos terapêuticos sem respaldo técnico;
  • ⦁ Consulte o site oficial da Anvisa para checar a regularização antes de consumir qualquer item.

Essas práticas são essenciais para garantir a segurança alimentar e evitar problemas causados pelo uso de produtos sem comprovação ou autorização sanitária adequada.

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O aumento das restrições da Anvisa sobre suplementos de ora-pro-nóbis, produtos com creatina não autorizada e determinados alimentos como vinagre de maçã evidencia a necessidade de vigilância contínua sobre o setor. A atenção aos rótulos e às normas é fundamental para evitar riscos à saúde e apoiar a comercialização de itens confiáveis.

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Perguntas frequentes

Como consultar se um suplemento está registrado na Anvisa?

Você pode acessar o portal oficial da Anvisa na seção de consultas para verificar o número de registro e a regularização do suplemento desejado.

Quais são os riscos de consumir suplementos sem registro na Anvisa?

Suplementos sem registro podem conter ingredientes não comprovados, quantidades inadequadas ou substâncias proibidas que podem causar danos à saúde.

Por que o uso de creatina é proibido em alimentos convencionais?

A creatina só é permitida em suplementos para adultos, pois seu uso em alimentos comuns não teve avaliação e aprovação sanitária, podendo trazer riscos ao consumidor.

O que fazer caso encontre um produto irregular no mercado?

Denuncie o produto diretamente à Anvisa via canais oficiais para que a agência possa agir e proteger outros consumidores.

Por que o vinagre de maçã do lote 12M2 foi recolhido pela Anvisa?

Esse lote apresentou nível elevado de dióxido de enxofre não informado no rótulo, descumprindo as normas de rotulagem e segurança alimentar.

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