A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificou a fiscalização sobre suplementos alimentares e cosméticos em 2025, proibindo diversos produtos populares no mercado nacional. As restrições atingiram especialmente itens à base de ora-pro-nóbis, vinagre de maçã e alimentos convencionais que utilizam creatina de forma não autorizada. Consumidores e lojistas devem redobrar a atenção após o anúncio das novas regras.
Neste artigo, detalhamos quais produtos foram afetados, as motivações da Anvisa para as proibições e como o consumidor pode se proteger de suplementos irregulares. Continue lendo para compreender os impactos dessas decisões e conheça as orientações mais recentes do órgão regulador.
O que você vai ler neste artigo:
O setor de suplementos é alvo frequente de fiscalizações devido ao crescente consumo e variedade de ofertas nas prateleiras. Desta vez, a Anvisa suspendeu a comercialização de lotes de produtos que usavam ingredientes como ora-pro-nóbis – uma planta de alto valor nutricional, mas sem comprovação de segurança para uso em suplementos – e creatina em contextos não autorizados, como alimentos comuns.
Entre os principais atingidos pela medida estão o Oliver Turbo, retirado do mercado por ser vendido sem qualquer registro ou notificação na Anvisa, e o Eronobis, comercializado como suplemento 100% natural à base de ora-pro-nóbis. De acordo com a agência, desde abril está em vigor a proibição de suplementos que utilizem essa planta por falta de evidências científicas robustas sobre seus benefícios e segurança.
Também foram recolhidos alimentos contendo creatina fora das normas, como os picolés energéticos da marca Linha Suplementar. A creatina, advertiu a Anvisa, só pode ser ofertada em suplementos destinados a adultos e é proibida em alimentos convencionais, um alerta importante para consumidores atentos à composição de produtos industrializados.
Leia também: Afastamentos por saúde mental disparam no Brasil: crescem 134% em dois anos
Outro ponto crítico foi a suspensão do lote 12M2 do vinagre de maçã Castelo, devido à presença elevada de dióxido de enxofre não informado no rótulo, infringindo regras de rotulagem e segurança alimentar. Segundo nota da fabricante, a empresa está colaborando totalmente com as autoridades sanitárias na investigação e já iniciou o recolhimento do produto para evitar riscos à saúde pública.
Além destes, a Anvisa determinou o recolhimento do Pó para preparo de bebida vegetal Livestrong/Essential Nutrition, que continha proteína de fava hidrolisada Peptistrong. Essa substância inovadora não passou pelo crivo de avaliação de segurança exigido para uso alimentar no país, tornando a comercialização irregular.
Leia também: Confraternizações de Fim de Ano: dicas para manter a postura no ambiente corporativo
O cenário das fiscalizações mostra que os suplementos alimentares irregulares são uma crescente preocupação de saúde pública. Segundo dados da própria Anvisa, entre 2020 e 2025, cerca de 63% dos processos de investigação abertos estavam relacionados a irregularidades nesse segmento. Isso afeta não só a confiança do consumidor, mas também balança a reputação das empresas que atuam conforme as normas.
A agência reforça a necessidade de consultar sempre o registro Anvisa antes de adquirir qualquer suplemento. Esse número de registro deve estar claramente exposto na embalagem, acompanhado da frase “alimento registrado na Anvisa”. No portal oficial (consulta de regularização), é possível verificar em poucos cliques a situação do produto.
Com a multiplicidade de suplementos e alimentos funcionais disponíveis, o consumidor precisa ficar atento para não cair em armadilhas. A ausência de registro, informação incompleta no rótulo ou alegações milagrosas são fortes indícios de irregularidade.
Essas práticas são essenciais para garantir a segurança alimentar e evitar problemas causados pelo uso de produtos sem comprovação ou autorização sanitária adequada.
Leia também: Ceia de Natal 2025 pesa no bolso: preços dos itens sobem até 65% e demandam criatividade
O aumento das restrições da Anvisa sobre suplementos de ora-pro-nóbis, produtos com creatina não autorizada e determinados alimentos como vinagre de maçã evidencia a necessidade de vigilância contínua sobre o setor. A atenção aos rótulos e às normas é fundamental para evitar riscos à saúde e apoiar a comercialização de itens confiáveis.
Se você aprecia receber informações de qualidade e atualizações confiáveis sobre saúde e bem-estar, inscreva-se em nossa newsletter. Desta forma, você se mantém informado sobre as principais decisões que impactam seu dia a dia e proteção ao consumir suplementos alimentares.
Você pode acessar o portal oficial da Anvisa na seção de consultas para verificar o número de registro e a regularização do suplemento desejado.
Suplementos sem registro podem conter ingredientes não comprovados, quantidades inadequadas ou substâncias proibidas que podem causar danos à saúde.
A creatina só é permitida em suplementos para adultos, pois seu uso em alimentos comuns não teve avaliação e aprovação sanitária, podendo trazer riscos ao consumidor.
Denuncie o produto diretamente à Anvisa via canais oficiais para que a agência possa agir e proteger outros consumidores.
Esse lote apresentou nível elevado de dióxido de enxofre não informado no rótulo, descumprindo as normas de rotulagem e segurança alimentar.