As bandeiras de cartão de crédito e débito, como Visa, Mastercard e Elo, estão obrigadas a cobrir prejuízos e repassar valores ao credenciador sempre que houver falha nas transações de pagamento. A decisão do Banco Central (BC) foi formalizada na Resolução BCB nº 522, publicada nesta semana e já em vigor, trazendo impacto direto nas operações do varejo e no cotidiano de milhões de consumidores.
A regulamentação impõe mudanças profundas na estrutura e na divisão de responsabilidades dentro do Sistema de Pagamentos Brasileiro. Para lojistas e usuários, a medida representa um novo patamar de segurança e confiança nas vendas e compras realizadas via cartão. A seguir, entenda o que muda e como isso afeta o mercado.
O que você vai ler neste artigo:
O Banco Central detalhou que os arranjos de pagamento deverão, a partir de agora, garantir que as bandeiras respondam financeiramente por eventuais falhas de repasse causadas por participantes como bancos emissores, credenciadoras ou operadoras de maquininhas.
As empresas afetadas terão até 180 dias para atualizar seus regulamentos internos em conformidade com as novas exigências do Banco Central. O objetivo é oferecer ainda mais clareza sobre as responsabilidades de cada parte envolvida nas transações.
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Outro destaque da resolução é a limitação da responsabilidade pelo chargeback — devolução de valores em compras contestadas. Bancos e demais operadores passam a responder financeiramente até 180 dias após a transação. Findo esse prazo, a bandeira será a responsável exclusiva por eventuais devoluções, conforme previsto pelas regras do próprio arranjo.
Essa mudança é relevante principalmente para consumidores e varejistas, pois garante a liquidação dos pagamentos mesmo que o questionamento ocorra meses depois da operação. Além disso, a medida estimula a criação de mecanismos mais rigorosos de controle de risco e prevenção a fraudes.
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A transparência passou a ser palavra de ordem nos arranjos de pagamento. Bandeiras de cartões, bancos, credenciadoras e subcredenciadoras deverão detalhar publicamente os mecanismos de repasse financeiro, as formas de gerenciamento de risco e os critérios de operação.
Além disso, a resolução traz regras claras para prevenção de ilícitos financeiros, como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e crimes de alta periculosidade. O BC determina ainda a integração total das subcredenciadoras aos sistemas centralizados de liquidação, eliminando gargalos e vulnerabilidades nas transações eletrônicas.
Esses avanços reduzem as brechas para golpes, fortalecem o combate às fraudes e aumentam a segurança, beneficiando diretamente o consumidor e empresas de todos os portes.
Na prática, a responsabilidade direta das bandeiras de cartão pelos pagamentos amplia a proteção de consumidores e lojistas, tornando o sistema financeiro mais estável e confiável. O risco de prejuízo por falhas operacionais diminui significativamente, já que agora sempre haverá uma instituição de grande porte garantindo o repasse dos valores.
A medida é vista como resposta a demandas antigas do varejo e dos próprios clientes dos cartões, que podem ficar mais tranquilos quanto ao recebimento e à devolução de valores, mesmo quando ocorrem imprevistos técnicos. O novo marco regulatório, ao atrelar responsabilidade às bandeiras, aperfeiçoa a gestão de riscos e incentiva tecnologia e práticas mais robustas no segmento de pagamentos eletrônicos.
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Com a resolução, o Banco Central reforça seu compromisso com um sistema financeiro mais resiliente e adaptado às necessidades de uma economia digital em expansão. Consumidores e lojistas ganham mais segurança e previsibilidade nas operações, impulsionando o crescimento saudável do comércio eletrônico e presencial.
O fortalecimento das regras para bandeiras de cartão é um passo importante para garantir a transparência e aprimorar a experiência de compra e venda no Brasil. Ao priorizar o interesse do usuário e a solidez do sistema, o Banco Central busca construir um ambiente cada vez mais confiável para todos os envolvidos. Se gostou da notícia e quer acompanhar outras atualizações sobre o mercado financeiro e direitos do consumidor, aproveite para se inscrever em nossa newsletter gratuita!
Os lojistas passam a ter maior garantia de recebimento dos valores mesmo se houver falhas na cadeia de pagamentos, pois as bandeiras são obrigadas a assumir a responsabilidade financeira.
Significa que a bandeira do cartão deve garantir o pagamento ao recebedor final, independentemente de onde ocorrer a falha na cadeia de pagamento.
Os bancos emissores e operadores respondem financeiramente pelos chargebacks até 180 dias após a transação; depois desse período, a responsabilidade passa para a bandeira.
Para reduzir vulnerabilidades no sistema de pagamentos, combater crimes como lavagem de dinheiro e garantir mais segurança a consumidores e empresas.
Ela elimina gargalos e aumenta a transparência, fortalecendo a segurança das transações eletrônicas e a confiança no sistema financeiro.