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Madrugada na Black Friday tem aumento de tentativas de fraude, alerta Serasa

Vinícius Sizílio em 7 de novembro de 2025 às 12:05

A edição 2024 da Black Friday surpreendeu com um dado alarmante: a madrugada concentrou o pico de tentativas de golpe digital contra consumidores, segundo levantamento divulgado pela Serasa. Entre meia-noite e 6h da manhã, os riscos de fraude praticamente duplicaram em relação ao restante do dia, mesmo com menor circulação de compradores nesse período. O fenômeno reforça a necessidade de atenção redobrada para quem busca as tão esperadas promoções online.

Se você vai aproveitar os descontos da Black Friday, é fundamental entender esse panorama, identificar os principais golpes e saber como se proteger para não transformar a economia planejada em dor de cabeça. Continue para ver detalhes de como os criminosos atuam e conheça medidas práticas de prevenção.

Fraudes avançam no período de menor movimento

Durante a madrugada da Black Friday, mesmo com o volume de compras significativamente mais baixo, a ação dos golpistas atinge um dos pontos mais críticos do ano. Dados da Serasa mostram que, entre meia-noite e 6h, especialmente por volta das 3h, a taxa de tentativas de fraude beirou 2% das operações — o dobro do registrado nas demais horas do dia, quando o número de pedidos chegou a ultrapassar 300 mil entre 13h e 14h.

Os criminosos buscam aproveitar o cansaço do consumidor e a busca apressada por ofertas imperdíveis, usando estratégias sofisticadas para enganar até mesmo compradores experientes. O relatório do Serasa deixa claro que, nas primeiras horas do dia 29 de novembro de 2024, as fraudes atingiram pico justamente quando a maior parte dos consumidores está menos alerta.

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Principais esquemas de golpe na Black Friday

O levantamento também enumerou os tipos mais comuns de golpes praticados durante esse período. Entre os destaques:

  • Phishing e sites clonados: páginas fraudulentas que imitam grandes lojas, geralmente promovidas por links patrocinados e anúncios enganosos.
  • Mensagens falsas: contatos via SMS, e-mail ou aplicativos como WhatsApp, tentando induzir o clique em links maliciosos ou roubar dados sensíveis.
  • Falsificação de QR Code ou Pix: golpistas alteram informações na etapa final da compra para desviar pagamentos para contas indevidas.
  • Perfis fantasmas em marketplaces: vendedores inexistentes captam dados ou dinheiro fingindo negociar produtos com grandes descontos.

Esses esquemas aproveitam o senso de urgência e a distração parcial do consumidor, principalmente durante a madrugada, consolidando-se como armadilhas digitais recorrentes.

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Comportamento estratégico dos criminosos digitais

Analistas do Serasa apontam que os ataques não seguem padrão aleatório. Há preparo e estudo de comportamento do público consumidor antes da Black Friday, com criminosos se antecipando nas madrugadas e buscando brechas de segurança. O período entre 28 de novembro e 1º de dezembro de 2024, por exemplo, foi mapeado como o mais visado por fraudes planejadas especialmente para horários de menor vigilância.

Os golpistas escolhem momentos em que os consumidores estão cansados, realizando buscas rápidas por boas ofertas, diminuindo a atenção aos detalhes de segurança e tornando-se alvos perfeitos. Esse cenário mostra o quanto ações preventivas são determinantes para evitar prejuízos financeiros e exposição de dados pessoais.

Dicas para evitar cair em golpes durante a madrugada da Black Friday

Proteger-se de fraudes digitais exige disciplina e informação. Confira orientações valiosas:

  • Desconfie de ofertas mirabolantes: preços muito abaixo do mercado, principalmente em marcas famosas, costumam ser artimanhas.
  • Pesquise a reputação da loja: acesse o Reclame Aqui, Consumidor.gov.br ou consulte a lista do Procon-SP com sites não recomendados.
  • Verifique a URL e o CNPJ: confira minuciosamente se a loja possui domínio seguro e empresa regularizada na Receita Federal.
  • Não clique em links suspeitos: priorize acessar promoções digitando o site da loja diretamente no navegador.
  • Prefira formas de pagamento seguras: dê preferência a cartões com sistema antifraude ou carteiras digitais reconhecidas. Atenção redobrada ao usar Pix na finalização da compra.
  • Utilize autenticação em duas etapas: aumente a segurança de suas contas em apps e e-mails ligados a compras online.

Guardar comprovantes, capturas de tela e número dos pedidos é essencial para agilizar eventuais disputas caso desconfie de fraude.

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Estar antenado às principais formas de golpe na Black Friday garante mais tranquilidade, especialmente durante a madrugada, quando os riscos aumentam. Ao adotar práticas seguras e acompanhar informações confiáveis, você protege suas compras e evita prejuízos.

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Perguntas frequentes

Quais são os principais sinais de que um site é falso durante a Black Friday?

Sites falsos geralmente apresentam URLs suspeitas, erros de ortografia, falta de informações legais como CNPJ e registros inconsistentes, e oferecem ofertas irrealistas demais.

Como posso verificar se a oferta é realmente uma promoção legítima?

Pesquise a reputação da loja em sites como Reclame Aqui e Consumidor.gov.br, e compare o preço com outras lojas confiáveis antes de efetuar a compra.

Por que os golpes aumentam durante a madrugada na Black Friday?

Criminosos aproveitam o cansaço e a atenção menor dos consumidores nesse horário para aplicar golpes, utilizando estratégias inteligentes para enganar compradores apressados buscando descontos.

O que devo fazer se suspeitar que fui vítima de um golpe na Black Friday?

Guarde comprovantes e prints, contate imediatamente o banco ou administradora do cartão, e denuncie o caso para órgãos como Procon ou plataformas de proteção ao consumidor.

É seguro usar Pix para pagamentos na Black Friday?

O Pix pode ser seguro se usado com atenção redobrada: sempre confirme os dados do destinatário antes de finalizar o pagamento para evitar Transfers para contas indevidas.

Vinícius Sizílio

Autor da InfoFinanceira especializado em finanças, seguros e crédito.

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