O setor audiovisual brasileiro surpreendeu ao empregar quase 60% mais pessoas do que a tradicional indústria de fabricação de automóveis em 2024, conforme relatório divulgado pela Oxford Economics com base em dados recentes do IBGE. Mesmo com transformações trazidas pelo streaming, a televisão aberta se manteve como líder em faturamento, empregabilidade e audiência, respondendo por 44% dos empregos gerados no ramo.
Nesta reportagem, você saberá por que o audiovisual atingiu esse patamar, como o mercado de trabalho se comportou nos últimos meses e o impacto econômico dessas mudanças para o Brasil. Também entenderá as razões para o superávit nas exportações do setor e o aumento dos repasses federais. Continue lendo e veja como o audiovisual está redefinindo o cenário de empregos e renda no país.
O que você vai ler neste artigo:
Dados do estudo da Oxford Economics apontam: para cada posto de trabalho direto criado no setor audiovisual, outros quatro empregos indiretos surgem, movimentando toda a cadeia produtiva. Enquanto a indústria automobilística é vista há décadas como motor da economia brasileira, o audiovisual agora desponta como alternativa pujante na geração de oportunidades, com crescimento de 58% nos postos de trabalho ante o segmento automotivo.
O levantamento ainda mostra que a média salarial do audiovisual é mais que o dobro da remuneração nacional média, o que torna suas vagas ainda mais atrativas para profissionais de todo o país. Com 44% dos empregos, a TV aberta ainda exerce papel central no mercado, mesmo sob o avanço dos serviços de streaming.
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Além da criação de empregos, o setor audiovisual ganhou peso considerável no Produto Interno Bruto (PIB). Em 2024, a área respondeu por 0,6% do PIB nacional, movimentando R$ 70,2 bilhões. Um desempenho que evidencia a vitalidade do segmento, especialmente em tempos de economia global incerta.
Outro dado relevante surge do comércio internacional: o Brasil fechou 2023 com saldo positivo de R$ 2,6 bilhões em exportações audiovisuais, valor que supera o volume importado. Esse superávit demonstra a valorização das produções nacionais no exterior e o potencial de internacionalização de conteúdo audiovisual brasileiro, que conquista cada vez mais mercado em países de língua portuguesa e outros públicos.
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Os resultados notáveis alcançados pelo setor também têm relação direta com políticas públicas e financiamento, como o recorde histórico de repasses do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), administrado pela Ancine. Em 2024, o Ministério da Cultura elevou os investimentos, favorecendo produtoras independentes, ampliando a diversidade de narrativas e estimulando novas produções para TV e plataformas digitais.
Esse apoio estatal assegura condições para a capacitação de profissionais, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento de pequenas e médias empresas do ramo. Além disso, impulsiona a presença de conteúdo brasileiro em canais de streaming estrangeiros, consolidando a relevância cultural do país no cenário global.
O segmento não para de inovar. Plataformas de vídeo sob demanda, festivais de cinema digital e produções independentes vêm ganhando espaço e exigem competências renovadas do profissional da área. Ao mesmo tempo, a busca por excelência nas exportações abre oportunidades para roteiristas, editores, diretores e intérpretes talentosos.
Em paralelo, desafios locais persistem: a regulação sobre direitos autorais, a competitividade internacional e a inclusão digital ainda são temas prioritários para garantir que o crescimento seja sustentável, plural e perene no país.
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O audiovisual brasileiro consolida seu lugar como motor de empregos, inovação, renda e projeção internacional. Em tempos de avanço tecnológico e mudanças no uso de mídias, investir em criatividade nacional traz resultados para toda a sociedade.
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Além de gerar muitos empregos diretos e indiretos, o setor audiovisual contribui com 0,6% do PIB nacional e apresenta superávit de R$ 2,6 bilhões nas exportações, demonstrando seu peso econômico e internacionalização.
O crescimento é impulsionado por investimentos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e repasses do Ministério da Cultura, que financiam produtoras independentes, capacitação profissional e ampliam a diversidade de conteúdos.
A TV aberta responde por 44% dos empregos do setor, mantendo liderança em faturamento e audiência, mesmo com o crescimento dos serviços de streaming, garantindo estabilidade e presença nacional.
Entre os desafios estão a regulação dos direitos autorais, a competitividade internacional, a inclusão digital e o desenvolvimento sustentável para manter o crescimento plural e contínuo do setor.
Novas tecnologias e plataformas digitais ampliam espaços para produções independentes, requerendo profissionais capacitados em diversos segmentos como roteiro, edição e direção, aumentando as oportunidades de trabalho.