O Senado Federal aprovou, nesta semana, a ampliação histórica da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para quem recebe até R$ 5 mil por mês. Com essa medida, cerca de 25 milhões de brasileiros vão deixar de pagar o tributo a partir de janeiro de 2026, prometendo um impacto direto no orçamento das famílias e marcando um novo capítulo na política tributária do país.
O projeto passou de forma unânime pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) da Casa e segue para sanção presidencial. O governo federal já indicou que a sanção deve ocorrer até 11 de novembro de 2025, respeitando o prazo legal para que a nova tabela entre em vigor em 2026. O leitor encontrará, neste artigo, todos os detalhes sobre o que muda, quem será beneficiado, impactos financeiros e como cada faixa de renda será afetada.
O que você vai ler neste artigo:
A principal mudança é a elevação do limite de isenção, que atualmente contempla apenas quem ganha até dois salários mínimos (R$ 3.036). Com a nova regra, todo trabalhador com renda de até R$ 5 mil estará livre do IR, um reajuste muito aguardado desde o último ajuste, em 2015. Essa atualização traz mais equidade tributária, beneficiando especialmente a classe média, que viu sua renda ser corroída pela inflação nos últimos anos.
O avanço ocorre em meio ao debate sobre a necessidade de corrigir distorções e atualizar a tabela do IR, que vinha prejudicando milhões de brasileiros. Enquanto a faixa de isenção é ampliada, haverá redução progressiva da cobrança para rendas mensais entre R$ 5 mil e R$ 7.350, permitindo um alívio fiscal também para quem ultrapassava por pouco o antigo teto.
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A aprovação da nova faixa de isenção levanta a questão de como o governo compensará a redução da arrecadação. A solução encontrada foi a criação de uma alíquota adicional de até 10% no IRPF para quem recebe mais de R$ 600 mil ao ano (cerca de R$ 50 mil mensais). Outra medida é a cobrança de 10% sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior.
Essas ações, segundo o relator Renan Calheiros, têm como objetivo garantir o equilíbrio das contas públicas. O texto aprovado ainda prevê compensação financeira a estados e municípios que possam perder receitas com a atualização da tabela. Assim, a isenção para faixas mais baixas será sustentada pela maior carga tributária sobre rendimentos elevados e remessas internacionais.
Pelos cálculos do Ministério da Fazenda, cerca de 25 milhões de brasileiros serão totalmente isentos do IR assim que a nova tabela for aplicada. Já a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais sentirá uma redução, ainda que não tenha isenção total — tornando o sistema menos oneroso para essa parcela da população.
A nova regra terá efeito a partir de janeiro de 2026, desde que a lei seja sancionada até o final de 2025. A expectativa, conforme apontou a deputada Gleisi Hoffmann, é de que o texto não sofra modificações adicionais neste prazo decisivo, para evitar atrasos na implantação. Quem recebe acima de R$ 600 mil anuais verá sua carga aumentar com a nova alíquota de compensação, enquanto profissionais liberais e autônomos, majoritariamente já tributados em mais de 10%, sentirão pouco impacto extra.
| Faixa de renda mensal | Situação atual | A partir de 2026 |
|---|---|---|
| Até R$ 3.036 | Isento | Isento |
| R$ 3.036 a R$ 5.000 | Tributado | Isento |
| R$ 5.001 a R$ 7.350 | Tributado | Redução progressiva |
| Acima de R$ 50.000 | Tributado conforme tabela | Alíquota extra de até 10% |
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As novas regras do Imposto de Renda trarão alívio para a grande maioria dos assalariados e recalibram o sistema tributário, aproximando o Brasil das melhores práticas internacionais e reforçando o compromisso com justiça fiscal.
A aprovação da isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil reafirma o esforço do governo em promover maior justiça social e aliviar o peso dos impostos para quem mais sente o impacto no bolso. Fique atento às próximas etapas, pois a confirmação da medida trará mudanças práticas já em 2026. Caso tenha gostado das informações e queira continuar acompanhando notícias relevantes sobre economia, impostos e direitos do trabalhador, inscreva-se em nossa newsletter e fique sempre por dentro das novidades.
Além de quem ganha até R$ 5 mil, a faixa entre R$ 5 mil e R$ 7.350 também terá redução progressiva do imposto, beneficiando principalmente a classe média e assalariados que vêm sofrendo com a inflação.
A nova faixa de isenção do IR entrará em vigor a partir de janeiro de 2026, desde que a lei seja sancionada até o final de 2025.
A compensação virá por meio da criação de uma alíquota extra de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil anuais e da cobrança de 10% sobre lucros e dividendos remetidos ao exterior.
Esses profissionais, que já são tributados em mais de 10%, terão pouco impacto extra com a mudança, já que as alterações miram principalmente a faixa de salários assalariados.
Ao ampliar a isenção para até R$ 5 mil e aumentar alíquotas sobre rendas muito altas, o sistema fica mais equilibrado, diminuindo o peso dos impostos sobre a classe média e onerando de forma justa os mais ricos.