A proposta que aumenta para R$ 5 mil o limite da isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física está avançando no Senado Federal e, caso seja aprovada nos próximos meses, poderá valer já a partir da declaração de 2026. Com isso, milhões de brasileiros ficariam livres do desconto mensal do IR, uma notícia que mexe diretamente no orçamento da classe média e baixa.
No texto a seguir, você lê tudo o que já está definido, como funcionará a nova faixa de isenção, quais mudanças afetam sua remuneração e o que ainda pode acontecer até a medida ser confirmada. Se você quer entender se será um dos beneficiados, continue e tire suas dúvidas.
O que você vai ler neste artigo:
Se a proposta defendida pelo governo for aprovada ainda em 2025, brasileiros com renda mensal de até R$ 5 mil passarão a ser isentos do Imposto de Renda. Hoje, a isenção vale apenas para quem recebe até R$ 3.036 mensais. Ou seja, cerca de 10 a 16 milhões de pessoas podem ser diretamente impactadas, recebendo um alívio significativo no orçamento.
Para quem ultrapassa esse limite, haverá uma nova tabela com alíquotas progressivas específicas para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350 mensais. O objetivo é que a cobrança de imposto seja gradativa, afastando situações em que um pequeno aumento de renda resulte em desconto proporcionalmente maior do imposto.
| Faixa salarial (R$) | Situação atual | Proposta 2026 |
|---|---|---|
| Até 3.036,00 | Isento | Isento |
| 3.036,01 a 5.000,00 | 7,5% a 15% | Isento |
| 5.000,01 a 7.350,00 | 15% a 22,5% | Alíquotas progressivas e descontos automáticos |
| Acima de 50.000,00 | 27,5% | 27,5%, com cobrança mínima obrigatória |
| Acima de 100.000,00/ano | 27,5% | Alíquota mínima de 10% |
Profissionais liberais, como médicos e advogados, seguem tributados pela alíquota máxima de 27,5% caso recebam acima de R$ 50 mil mensais. Para altas rendas, há a previsão de cobrança mínima, reduzindo brechas de planejamento tributário que diminuem o valor devido.
Leia também: Novo Sistema Nacional de Educação promete integração entre governos no Brasil
Leia também: FGTS como garantia de crédito: novas regras mudam limites e exigem mais planejamento
A medida aprovada sinaliza uma mexida estrutural na arrecadação e distribuição de renda no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Fazenda, só o aumento da faixa de isenção já pode beneficiar até 16 milhões de brasileiros, promovendo um ajuste fiscal considerado importante para a justiça tributária.
Nessa linha, haverá impacto para os municípios e estados, já que parte da arrecadação do IR é repartida via fundos. Para evitar perdas, o texto determina que o governo federal compense automaticamente eventuais quedas nas transferências a entes federativos, uma demanda de governadores e prefeitos.
Para as maiores rendas, tanto pessoas físicas quanto profissionais liberais com ganhos acima de R$ 1,2 milhão anuais passarão a pagar uma alíquota mínima de pelo menos 10%, independentemente de deduções, limitando o uso excessivo de benefícios fiscais por esse público.
Após passar pela Câmara dos Deputados, o projeto encontra-se na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, sob relatoria do senador Renan Calheiros. O cronograma do relator prevê conclusão da votação ainda em 2025, sem alterações que precisem devolver o texto à Câmara, o que aceleraria a entrada em vigor já no próximo ano, em tempo para a declaração do IR de 2026.
O Governo Federal trata esta ampliação da faixa de isenção como prioridade estratégica — tanto na agenda de justiça fiscal quanto no cenário político-eleitoral. Para embasar a discussão, o relator abriu audiências públicas e cobra do Ministério da Fazenda simulações sobre o impacto fiscal da nova regra.
Entre os consensos até o momento estão:
Com esse pacote, a meta do Executivo é desenhar um sistema mais justo, equilibrando a carga fiscal entre diferentes faixas de renda e dificultando brechas para quem possui altos rendimentos.
Leia também: Petrobras anuncia novo programa de demissão voluntária para 2026; veja regras e quem pode aderir
A elevação da faixa de isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil mensais se apresenta como um marco para a classe trabalhadora brasileira. Se ratificada ainda este ano, a medida tende a proporcionar alívio imediato no bolso de milhões de famílias e reforça o movimento do governo em tornar o sistema tributário mais justo e transparente.
Se este conteúdo agregou valor para sua tomada de decisão, participe de nossa newsletter. Assim, você acompanha de perto outras mudanças relevantes no setor econômico e garante acesso a análises exclusivas e esclarecedoras diretamente no seu e-mail.
Profissionais liberais que ganham acima de R$ 50 mil mensais continuam tributados pela alíquota máxima de 27,5%, sem mudanças no limite de isenção.
Estados e municípios recebem parte da arrecadação do IR via fundos, e o governo federal deverá compensar eventuais perdas decorrentes do aumento da faixa de isenção.
Está prevista a entrada em vigor da nova faixa de isenção em 2026, após aprovação no Senado e tramitação final no Congresso.
Será criada uma faixa com alíquotas progressivas e descontos automáticos para garantir que aumentos pequenos na renda não resultem em cobrança desproporcional de IR.
Mesmo com mudanças, a alíquota máxima para rendas acima de R$ 50 mil permanece em 27,5%, mas haverá cobrança mínima obrigatória de 10% para rendimentos anuais acima de R$ 100 mil.