O iFood efetuou o pagamento de cerca de R$ 1 bilhão em tributos federais à Receita Federal, após ser retirado do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) por determinação da Justiça em 2025. Segundo autoridades fiscais, o aplicativo de entregas já havia perdido direito aos benefícios em 2023, mas continuou utilizando incentivos. Esse desfecho marca uma vitória do governo na busca por maior controle e transparência sobre incentivos fiscais concedidos a grandes empresas.
Ao longo deste artigo, você encontrará detalhes da decisão judicial, informações sobre o Perse e o impacto dessa medida para o setor de tecnologia no Brasil. Continue lendo para entender o contexto e as implicações desse episódio bilionário.
O que você vai ler neste artigo:
A exclusão do iFood do Perse foi resultado de uma disputa judicial que se arrastava desde 2023. O programa, criado ainda durante a pandemia de Covid-19, tinha como objetivo aliviar a carga tributária de empresas ligadas diretamente ao setor de eventos, severamente afetado pelas restrições à circulação de pessoas.
O Tribunal encarregado do caso entendeu que o iFood não se enquadrava nas novas regras de elegibilidade definida pelo governo federal em 2023, já que seu crescimento foi impulsionado mesmo durante a crise sanitária, ao contrário dos setores originalmente protegidos pelo Perse. Dessa forma, a manutenção do benefício fiscal teria sido indevida, resultando na cobrança retroativa de tributos federais não recolhidos.
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O Perse foi desenvolvido para estancar perdas no setor de eventos, permitindo redução ou isenção de tributos federais, como IRPJ e PIS/Cofins, até que o segmento se recuperasse economicamente. Empresas que buscavam o benefício precisavam se enquadrar em critérios rigorosos, revisados anualmente pela Receita Federal.
Em 2023, com o avanço da retomada econômica, o governo federal revisou a lista de atividades beneficiadas, deixando de fora companhias consideradas fora do perfil de alto impacto negativo. O caso do iFood ilustra como grandes empresas de tecnologia podem prosperar diante de mudanças bruscas de cenário, gerando dúvidas acerca da manutenção de incentivos originalmente desenhados para setores tradicionalmente fragilizados.
Segundo informações divulgadas pela própria empresa, o valor devido já estava provisionado nos balanços financeiros desde as primeiras discussões judiciais, o que teria amortecido o impacto operacional do desembolso. A Receita Federal estima que o valor recolhido corrigiu um prejuízo de mais de R$ 900 milhões aos cofres públicos.
O iFood destacou que sua regularidade fiscal está em dia e que interrompeu a utilização dos benefícios assim que a ordem judicial foi expedida. O episódio serve de alerta para empresas que atuam em segmentos de crescimento acelerado, mas buscam benefícios fiscais criados com destinação específica.
O movimento do governo em revisar a concessão de subsídios fiscais reflete uma tendência de maior controle, evitando distorções no sistema tributário. Empresas de tecnologia, especialmente as que apresentaram crescimento durante a pandemia, podem enfrentar mais rigor na hora de acessar incentivos federais.
Especialistas em direito tributário avaliam que este episódio pode motivar outras ações do Fisco contra companhias que, mesmo indiretamente, tenham se beneficiado de brechas na legislação. O caso do iFood pode servir de base para debates sobre políticas de incentivo, sustentabilidade fiscal e equilíbrio concorrencial no país.
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A regularização fiscal do iFood após a exclusão do Perse destaca a importância do alinhamento entre incentivos governamentais e o perfil real de cada empresa. A notícia reforça a posição do governo em reavaliar benefícios, exigindo transparência dos participantes e, ao mesmo tempo, garantindo respeito ao erário.
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O Perse proporciona redução ou isenção de tributos como o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e PIS/Cofins para empresas do setor de eventos impactadas economicamente.
A exclusão ocorre quando a empresa não atende mais aos critérios de elegibilidade definidos pelo governo, como crescimento econômico incompatível com os objetivos do programa, conforme decisão judicial.
A empresa pode ser obrigada a pagar os tributos retroativamente, com correções, além de eventuais penalidades legais e impactos negativos na reputação fiscal.
O caso reforça o rigor na análise de acesso a incentivos, podendo levar a uma maior fiscalização e revisão de benefícios para empresas que cresceram durante a pandemia, evitando uso indevido.
Esse alinhamento assegura o uso correto dos benefícios, garantindo transparência e sustentabilidade fiscal, além de evitar distorções no mercado e prejuízos ao erário público.