O cenário da legislação trabalhista brasileira pode avançar rumo à equiparação de direitos entre pais e mães. Um novo Projeto de Lei sobre a licença-paternidade ganhou destaque na pauta da Câmara dos Deputados. Caso seja aprovado, o texto prevê mudanças profundas nas regras válidas para trabalhadores de carteira assinada já a partir de 2025.
Atualmente, o afastamento do pai após o nascimento ou adoção de filhos é curto, o que gera debates sobre desigualdade de gênero e as consequências para a primeira infância. Neste artigo, você confere as principais mudanças propostas, como funciona o benefício hoje e como a possível aprovação poderá transformar a realidade de milhares de famílias brasileiras.
O que você vai ler neste artigo:
O principal avanço do projeto é a ampliação da licença-paternidade de cinco dias para até 30 dias, com implementação gradual até 2031. O texto também traz o salário-paternidade, similar ao salário-maternidade, pago pelo INSS, aliviando o impacto financeiro para empresas e garantindo remuneração ao trabalhador no período de afastamento.
Confira abaixo os pontos mais importantes do texto:
Essas mudanças visam promover a participação ativa dos pais no cuidado dos filhos e estimular maior divisão de tarefas em casa, promovendo equidade de gênero e fortalecendo as famílias.
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Pela CLT e Constituição Federal, a licença-paternidade padrão é de apenas cinco dias corridos. Para trabalhadores de empresas cadastradas no programa Empresa Cidadã, esse período pode chegar a 20 dias, mas essa ampliação ainda é restrita a uma pequena parcela dos empregadores.
Veja o quadro comparativo:
| Situação | Duração Atual | Como será com o projeto |
|---|---|---|
| Empregados CLT comum | 5 dias | Gradual até 30 dias (em 2031) |
| Empresa Cidadã | 20 dias | Também poderá se adequar à nova regra |
O projeto estende o direito a todos, reduzindo disparidades e aproximando o país de padrões internacionais de proteção à infância.
O Projeto de Lei está pronto para ser votado no plenário da Câmara dos Deputados em novembro de 2025. Caso aprovado, segue ao Senado Federal para nova análise. Após as duas votações, a decisão final caberá à Presidência da República, que poderá sancionar a nova legislação.
A expectativa é de que o texto seja aprovado sem grandes alterações, permitindo que as novas regras entrem em vigor em curto prazo e já possam beneficiar trabalhadores nos próximos anos.
A ampliação do afastamento possibilita maior envolvimento do pai nos cuidados com o bebê, importante para o desenvolvimento emocional e intelectual da criança. Ao valorizar a paternidade ativa, a iniciativa também busca avanços sociais: promover justiça de gênero e apoiar famílias em diferentes realidades.
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Se você ficou interessado e deseja acompanhar atualizações sobre a nova licença-paternidade, fique atento a novos desdobramentos no Congresso Nacional.
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O objetivo é promover a participação ativa dos pais nos cuidados com os filhos, estimular a divisão igualitária das tarefas e fortalecer a equidade de gênero.
O benefício será pago pelo INSS, similar ao salário-maternidade, garantindo remuneração ao trabalhador durante o afastamento.
Sim, o projeto permite que parte da licença seja usada logo após o nascimento e outra parte até seis meses depois do parto ou adoção.
O projeto prevê indenização para pais demitidos durante o período da licença-paternidade, garantindo maior segurança no emprego.
O projeto oferece extensão de até 120 dias adicionais de licença-paternidade para que o pai possa cuidar do recém-nascido.