Um passo importante para milhões de brasileiros foi dado nesta quinta-feira: o Congresso Nacional aprovou mudanças na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), pavimentando a possibilidade de isenção de Imposto de Renda (IR) para quem recebe até R$ 5 mil mensais. Apesar do avanço, o texto ainda precisa da aprovação final do Senado antes de virar lei. O leitor encontrará nesta reportagem detalhes da proposta, impacto para a sociedade, ajustes na arrecadação e cronograma previsto para implementação da nova regra.
Se esse tema mexe com o seu bolso, continue lendo e descubra se você faz parte do grupo dos beneficiados, quais trabalhadores terão uma redução no imposto a pagar e como o governo pretende equilibrar as contas públicas após a ampliação da faixa de isenção.
O que você vai ler neste artigo:
O projeto aprovado permite que a faixa de isenção do Imposto de Renda chegue a salários de até R$ 5 mil, sem prazo determinado para vigorar. Até agora, benefícios tributários desse tipo tinham duração máxima de cinco anos. Embora o texto tenha passado pelo Congresso, sua efetivação depende do aval do Senado e, em seguida, da sanção presidencial. A proposta representa um avanço na busca por maior justiça fiscal e atualização da tabela do IR, que há anos corrige menos que a inflação, penalizando as faixas salariais mais baixas.
Outra novidade é a previsão de desconto progressivo para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00. Ou seja, mesmo acima do novo limite de isenção, haverá redução do imposto retido na fonte, melhorando o rendimento líquido desses trabalhadores.
A medida tem potencial para beneficiar cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo estimativas oficiais. Quem hoje recebe até R$ 3.036,00 mensais — faixa atual de isenção — passaria a ter o benefício ampliado até R$ 5 mil por mês. Trabalhadores com salários ligeiramente acima desse novo limite também sentirão o alívio, já que o projeto prevê uma redução escalonada da alíquota entre R$ 5 mil e R$ 7.350,00. Confira um exemplo prático:
Além de corrigir uma tabela defasada, a medida promete dar um fôlego importante para a classe média e os trabalhadores que mais sentiram o peso dos impostos nos últimos anos.
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A ampliação da isenção trará impacto fiscal estimado em R$ 30 bilhões por ano. Para que essa mudança não comprometa as receitas do país, a equipe econômica estuda contrapartidas — o destaque é a criação de uma nova alíquota de 10% para quem ganha acima de R$ 1,2 milhão anuais, concentrando a tributação nas faixas mais altas.
Medidas desse tipo buscam atender critérios internacionais de progressividade e cobrança de impostos que pesam menos para as camadas mais vulneráveis. O debate fiscal deve esquentar nas próximas semanas, conforme o projeto avança no Senado e as estratégias de compensação financeira são detalhadas pelo governo.
A expectativa, segundo integrantes do Executivo, é que a nova faixa de isenção de R$ 5 mil seja aplicada já na declaração do Imposto de Renda referente ao ano-base 2025, ou seja, em 2026. Para isso, o Senado precisa aprovar o texto até o final deste ano, garantindo tempo para a regulamentação e ajustes nos sistemas da Receita Federal.
Enquanto o desfecho não chega, trabalhadores e empresas devem acompanhar de perto o andamento desse processo legislativo. Mudanças na faixa de isenção podem alterar o orçamento mensal de milhões de famílias e interferir em como é feito o planejamento financeiro ao longo do próximo ano.
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A aprovação da isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil é uma resposta aguardada por grande parte da população e oferece um alívio ao orçamento de quem mais precisa, além de sinalizar um compromisso com a atualização da política tributária nacional. Fique atento às movimentações do Senado para saber se as novas regras vão, de fato, entrar em vigor já em 2026 e impactar positivamente seu bolso.
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Cerca de 15 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil por mês terão isenção do Imposto de Renda, além de trabalhadores que ganham entre R$ 5 mil e R$ 7.350 terem desconto progressivo no imposto.
A compensação será feita por meio da criação de uma alíquota adicional de 10% sobre quem ganha mais de R$ 1,2 milhão por ano, aumentando a tributação nas faixas mais altas para manter o equilíbrio fiscal.
A expectativa é que a nova faixa de isenção entre em vigor na declaração do Imposto de Renda referente ao ano-base 2025, ou seja, a partir de 2026, após aprovação final do Senado e sanção presidencial.
A tabela atual está defasada há anos, corrigindo menos que a inflação, o que penaliza as faixas salariais mais baixas. Atualizá-la promove justiça fiscal e alívio para quem ganha menos.
A classe média poderá sentir um alívio no orçamento por pagar menos imposto ou nenhum até o limite de R$ 5 mil, além do desconto progressivo para salários próximos ao novo limite, aumentando o rendimento líquido mensal.