A recente decisão da Uber de excluir modelos de carros populares das categorias Comfort e Black trouxe preocupação para milhares de motoristas em todo o Brasil. A plataforma anunciou que, a partir de janeiro de 2026, veículos como Renault Kardian, Citroën Basalt e outros estarão fora das opções de escolha para os usuários dessas modalidades premium. Muitos profissionais já haviam adquirido esses automóveis na expectativa de garantir uma renda maior, o que agora gera indignação e incerteza sobre o futuro da profissão.
No texto a seguir, você entenderá quais carros foram barrados, o impacto dessa decisão para quem depende do aplicativo e o posicionamento oficial da Uber sobre o tema. Continue lendo para saber como essa mudança pode atingir não apenas motoristas, mas também passageiros que apostam em serviços de melhor qualidade.
O que você vai ler neste artigo:
A partir de 5 de janeiro de 2026, sete modelos populares não poderão mais ser cadastrados na categoria Uber Black:
No Comfort, o Renault Logan também será excluído da plataforma em julho de 2026. A medida surpreendeu diversos motoristas, já que boa parte desses veículos foi lançada há pouco tempo, o que garantiu entusiasmo e investimento dos profissionais, especialmente após campanhas de incentivo feitas por concessionárias e até mesmo pela própria Uber.
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Douglas Silva, do Rio de Janeiro, é um dos motoristas que decidiram investir em um Citroën Basalt zero-quilômetro no final de junho, apostando que o modelo seria aceito em todas as categorias principais dos apps de mobilidade. Após apenas três meses de financiamento e ciente de que ainda restam 45 parcelas para quitar, Douglas compartilha a revolta de muitos colegas. “O dinheiro suado para comprar esse carro simplesmente se desvalorizou do dia para a noite”, conta. Segundo relatos de outros motoristas, alguns conseguiram cancelar a compra em tempo, mas para quem já está com o financiamento em andamento, as opções são limitadas.
Jonas Silva enfrenta situação semelhante. Ele aguardou meses pelo seu Citroën Basalt, pensando nas vantagens de rodar pelo Uber Black. Agora, a obrigatoriedade de migrar para a categoria Comfort desmotiva, já que as tarifas são mais baixas. “Não faz sentido ficar com um carro dessa categoria e ganhar tão pouco. O prejuízo é certo”, afirma. O sentimento de insegurança quanto à política da Uber cresce a cada novo anúncio.
Questionada sobre o motivo das exclusões, a Uber explica que realizou pesquisas com usuários e analisou as tendências do mercado automotivo para atualizar a lista de veículos aceitos. Segundo a empresa, os critérios de escolha consideraram o que os passageiros buscam em experiências premium, como espaço, conforto e configuração do automóvel.
No comunicado, a Uber enfatizou:
“Os veículos da nova lista foram determinados com base em aspectos apontados pelos usuários como importantes para decisão na hora de pedir viagens nas categorias Comfort e Black.”
A empresa também alerta para futuras mudanças no UberX, especialmente em cidades que já possuem regulamentações próprias sobre o tempo de uso dos veículos, como São Paulo, Brasília e Fortaleza, restringindo veículos com fabricação anterior a 2015.
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Em meio à frustração dos motoristas afetados pela exclusão dos veículos, cresce a pressão para que plataformas de mobilidade adotem critérios mais transparentes e que considerem a realidade de quem investe tempo e dinheiro para trabalhar com transporte por aplicativos. A decisão da Uber já impacta fortemente o planejamento financeiro de muitos profissionais, tornando o cenário ainda mais desafiador.
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Os motoristas podem migrar para categorias com aceitação dos seus veículos, como o UberX, ou buscar financiamento e compra de modelos que atendam aos novos critérios da Uber.
A Uber realiza pesquisas com usuários para identificar critérios como espaço, conforto e configuração do veículo para definir quais carros estão aptos a integrar as categorias premium.
Para a categoria Uber Black, a exclusão dos modelos populares começa em 5 de janeiro de 2026, e para o Uber Comfort, o Renault Logan será excluído a partir de julho de 2026.
Cidades como São Paulo, Brasília e Fortaleza impõem restrições ao tempo de uso dos veículos, proibindo modelos fabricados antes de 2015, o que afeta as políticas das plataformas de mobilidade.
Embora a Uber tenha definido os critérios atuais com base em pesquisas, a pressão dos motoristas pode incentivar revisões futuras para tornar as políticas mais transparentes e justas.