Um dos movimentos mais aguardados do setor de tecnologia acaba de ser anunciado: a OpenAI, criadora do ChatGPT, firmou um contrato bilionário com a fabricante de chips AMD. O acordo, revelado em outubro de 2025, prevê fornecimento massivo de chips de inteligência artificial para alimentar as próximas gerações de modelos desenvolvidos pela empresa de Sam Altman, marcando uma nova fase no cenário global de hardware para IA.
Ao longo dos próximos anos, centenas de milhares de chips AMD serão direcionados à OpenAI para construir data centers capazes de processar volumes colossais de dados. O negócio também inclui uma opção estratégica para a OpenAI adquirir até 10% das ações da própria AMD, ampliando o alcance da parceria. Veja os detalhes deste acordo que promete mexer com o mercado de semicondutores.
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O fornecimento de chips de IA, avaliado em possíveis dezenas de bilhões de dólares ao ano, expande o alcance da AMD para além dos mercados tradicionais. Para a OpenAI, isso significa acesso dedicado a silício de ponta para suportar a escalada global das aplicações de inteligência artificial.
Forrest Norrod, vice-presidente da AMD, declarou que este acordo é um divisor de águas para a indústria, indicando que toda a cadeia de hardware deverá ser impactada pelas receitas adicionais. A previsão é superar a marca de US$ 100 bilhões em receita em quatro anos, apenas com contratos semelhantes ao da OpenAI e outros grandes clientes.
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Um ponto crucial do contrato é a utilização dos futuros chips MI450. A OpenAI já confirmou que, já em 2026, será construída uma infraestrutura de 1 gigawatt com esses componentes, símbolo da próxima onda de inovação em data centers de IA.
Essas instalações são projetadas para consumir energia numa escala comparável à de cidades inteiras, o que evidencia duas tendências: a corrida por mais processamento e o desafio de tornar essa expansão sustentável. Empresas do grupo das big techs, como Alphabet e Amazon, também desenvolvem processadores próprios, intensificando a competição por tecnologia de baixo consumo e alto desempenho.
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Além do fornecimento dos chips, a AMD concedeu à OpenAI o direito de comprar até 160 milhões de suas ações por valores simbólicos, caso metas conjuntas sejam atingidas. Com mais de 1,6 bilhão de ações em circulação, esse movimento pode consolidar a OpenAI como uma das acionistas influentes da AMD, estreitando ainda mais os laços estratégicos.
O acordo surge meses após a rival Nvidia anunciar novo ciclo de investimentos na OpenAI, reforçando os desafios e oportunidades do mercado de IA. A presença da Broadcom como parceira no desenvolvimento do chip próprio da OpenAI, e os esforços de outros gigantes do setor para garantir suprimento de microprocessadores, mostram que a corrida pelos chips de IA está mais acirrada do que nunca.
Apesar do acordo de grande porte, fontes ouvidas afirmam que a OpenAI segue diversificando o suprimento de chips, negociando com diferentes fabricantes para não depender de uma única fonte. O objetivo é garantir estabilidade na escalada dos projetos de IA generativa, diante da explosão da demanda mundial por processamento de dados e eficiência energética.
O acerto com a AMD reforça não apenas uma perspectiva comercial, mas também estratégica, já que a disputa por silício se tornou fator-chave para avanços em IA e computação em nuvem.
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O acordo entre OpenAI e AMD representa mais do que uma simples transação comercial: simboliza a intensificação da disputa por liderança em inteligência artificial e semicondutores. Com a nova geração de chips prometendo mais velocidade e eficiência, a expectativa é que a OpenAI lidere iniciativas inovadoras na área, apoiada pela sólida infraestrutura da AMD.
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O contrato garante o fornecimento de chips de última geração que permitem à OpenAI construir data centers mais potentes, acelerando o treinamento e operação de modelos avançados de IA.
Os chips MI450 são fundamentais para a construção de data centers com alta capacidade de processamento e eficiência energética, possibilitando lidar com grandes volumes de dados de forma sustentável.
Diversificar fornecedores ajuda a reduzir riscos de dependência, assegurando estabilidade no suprimento e flexibilidade tecnológica conforme a demanda de IA cresce globalmente.
Os data centers consomem energia em escala comparável a cidades inteiras, exigindo soluções inovadoras para balancear alta performance com sustentabilidade energética.
O acordo fortalece a posição da AMD no mercado, incentivando concorrência com outros gigantes como Nvidia e Broadcom, acelerando inovações e investimentos na indústria de semicondutores.