O prazo para o Congresso Nacional aprovar a Medida Provisória 1303/2025, conhecida como “MP da Taxação BBB”, se encerra na próxima quarta-feira, 8 de maio, acirrando a tensão em Brasília. A medida, que aumenta impostos para bancos, casas de apostas e bilionários, tornou-se peça-chave para o equilíbrio fiscal do governo federal em 2026. As discussões avançam tanto na Câmara quanto no Senado, enquanto a Comissão Mista corre contra o tempo para liberar o texto para votação final.
Quem acompanha os bastidores do Congresso já percebeu: a votação da MP 1303 é decisiva para o governo Lula garantir parte expressiva de sua receita prevista para o próximo ano. O presidente da Câmara, Hugo Motta (REP-PB), declarou que a aprovação é fundamental para fechar as contas públicas. Neste artigo, você confere os pontos centrais do texto, resistências enfrentadas, e outras pautas de urgência que movimentam o cenário político, especialmente na área de segurança pública.
O que você vai ler neste artigo:
A proposta amplia a arrecadação tributando setores estratégicos da economia. Entre as principais mudanças sugeridas pela MP estão:
Esse último ponto acendeu o alerta, sobretudo na bancada ruralista do Congresso, aumentando as chances de ajustes no texto final. O relator federal Carlos Zarattini (PT-SP) negocia alternativas para contornar impasses, especialmente quanto à tributação das LCIs e LCAs. O senador Humberto Costa (PT-PE) acredita que há espaço para acordo, visando manter a arrecadação esperada.
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Enquanto a MP 1303 domina o foco fiscal, projetos ligados à segurança pública também ganham urgência no Legislativo. Hugo Motta destacou ao canal GloboNews o compromisso em avançar pautas sensíveis ao clamor popular, incluindo a chamada PEC da Segurança Pública (PEC 18). A proposta já teve admissibilidade aprovada e a comissão especial criada na Câmara.
Nos últimos dias, o plenário aprovou regime de urgência para dez projetos de lei voltados ao setor. Alguns dos mais relevantes são:
Essas medidas atendem à crescente pressão da sociedade por melhorias no sistema de segurança, com votação em plenário prevista antes do recesso parlamentar.
Após pautar temas ligados à extrema direita, a presidência da Câmara busca recuperar a confiança do eleitorado. A isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil — aprovada por unanimidade — e o avanço em propostas de combate à criminalidade fazem parte dessa estratégia de reequilíbrio.
Hugo Motta fez questão de frisar, em entrevista recente, que o Parlamento está alinhado às demandas da população, destacando o retorno à proteção dos direitos constitucionais dos deputados. O movimento tenta reverter o desgaste provocado por pautas polêmicas e fortalecer a imagem institucional do Legislativo perante a opinião pública.
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A definição sobre a taxação de bancos, apostas esportivas e bilionários segue mobilizando o Congresso às vésperas do fim do prazo da MP 1303. O desfecho dessa votação será determinante para as contas públicas e para a relação entre Executivo e Legislativo em 2025.
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A MP propõe que as fintechs passem a pagar uma alíquota entre 15% e 20% sobre seu lucro líquido, aumentando a arrecadação tributária nesse setor.
A medida impacta bancos, casas de apostas esportivas, bilionários e inclui a tributação de LCIs e LCAs, antes isentas.
A aprovação da MP é vital para o equilíbrio fiscal do governo em 2026 e influencia diretamente o relacionamento entre Executivo e Legislativo.
A PEC 18 visa avançar pautas relacionadas à segurança, com foco no aumento de penas, destinação de bens apreendidos e melhorias no sistema.
Projetos como o PL 4332/25, PL 4176/25, PL 4503/25 e PL 4331/25 estão em regime de urgência para fortalecer a segurança pública.