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Empresário é investigado por tentativa de converter R$ 59 milhões em cripto

Info Financeira em 3 de outubro de 2025 às 16:06

O empresário Maurício Camisotti está sob investigação após tentar converter R$ 59 milhões em criptomoedas. A tentativa ocorreu em 8 de maio de 2025, e foi revelada por um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

O movimento levantou suspeitas, pois Camisotti pretendia transferir 40% de seus investimentos no BTG Pactual para criptoativos, algo que o banco considerou atípico.

Por que o BTG Pactual impediu a operação?

O BTG Pactual, ao perceber a intenção de Camisotti, travou a operação. O banco justificou a decisão alegando que o empresário nunca havia demonstrado interesse por criptomoedas. A transação foi considerada atípica e levantou suspeitas de irregularidades.

O caso foi levado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, que já investigava Camisotti. Além disso, o empresário teria solicitado ao banco que começasse a receber mensalmente valores de um advogado também investigado.

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Quais foram as suspeitas levantadas?

O Coaf classificou as movimentações como uma tentativa de burlar a identificação da origem e destino dos recursos, indicando possíveis irregularidades financeiras. O pedido de transferência foi visto como um indício de evasão de divisas.

Além disso, Camisotti tentou abrir contas em nome de terceiros e solicitou a exclusão de mensagens que comprovavam negociações, o que reforçou as suspeitas contra ele.

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Histórico de operações barradas

Essa não foi a primeira vez que o BTG Pactual barrou operações de Camisotti. Em agosto de 2024, ele tentou obter um empréstimo de R$ 16 milhões em nome de um ex-deputado, justificando como adiantamento comissional de corretagem de seguros.

O banco negou o pedido por indícios de lavagem de dinheiro. Meses depois, Camisotti tentou outro empréstimo de R$ 4,6 milhões, também negado pela falta de clareza documental.

O que diz o BTG Pactual?

O BTG Pactual afirmou que as solicitações de crédito em nome de terceiros são, por si só, um potencial indício de lavagem de dinheiro. A instituição destacou a falta de justificativa clara para tais condutas.

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As discrepâncias nos valores e a falta de clareza documental nas operações de Camisotti levaram o banco a recusar mais uma vez suas solicitações.

Em documentos encaminhados ao Coaf, o banco relatou que Camisotti pediu a uma funcionária que apagasse mensagens sobre a comprovação de negociações, o que aumentou ainda mais as suspeitas.

Conclusão: O caso de Maurício Camisotti destaca a importância da vigilância financeira e da atuação rigorosa das instituições bancárias em identificar e reportar operações suspeitas. O acompanhamento pela CPMI do INSS e o relatório do Coaf reforçam a seriedade das investigações. Caso tenha achado o conteúdo relevante, inscreva-se em nossa newsletter para mais atualizações!

Perguntas frequentes

Por que operações financeiras atípicas são investigadas?

Operações financeiras atípicas são investigadas porque podem indicar atividades ilegais, como lavagem de dinheiro ou evasão de divisas, e as instituições financeiras têm a obrigação de reportar tais atividades ao Coaf.

Como o Coaf atua em casos de movimentações suspeitas?

O Coaf monitora transações financeiras e emite relatórios sobre movimentações suspeitas para ajudar na identificação de possíveis crimes financeiros, como lavagem de dinheiro.

Qual é o papel do BTG Pactual no caso de Camisotti?

O BTG Pactual identificou a tentativa de conversão de R$ 59 milhões em criptomoedas como atípica e reportou a operação ao Coaf, devido à falta de histórico de interesse do cliente em criptomoedas.

O que são criptoativos?

Criptoativos são ativos digitais que utilizam a criptografia para garantir a segurança das transações e são descentralizados, operando em uma tecnologia chamada blockchain.

Quais são as consequências de uma operação financeira barrada?

Quando uma operação financeira é barrada, pode levar a investigações mais aprofundadas por órgãos reguladores, como o Coaf, e pode resultar em sanções ou processos legais se forem identificadas irregularidades.

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