Trabalhadores que recebem até R$ 5 mil por mês serão isentos do Imposto de Renda a partir de 2026, após a aprovação histórica do projeto na Câmara dos Deputados. O texto também prevê desconto especial para quem ganha até R$ 7.350, um avanço aguardado há anos por milhões de brasileiros. Agora, a medida aguarda deliberação do Senado para se transformar em lei.
Nesta notícia, trazemos todos os detalhes de como a nova faixa de isenção deve impactar o bolso dos trabalhadores, como o governo projeta equilibrar as contas com a perda de arrecadação e quais os próximos trâmites para a proposta passar a valer. Continue acompanhando e esclareça suas dúvidas sobre o futuro do Imposto de Renda no Brasil.
O que você vai ler neste artigo:
Com a aprovação do texto-base, a faixa de isenção do Imposto de Renda será ampliada dos atuais R$ 3.036 para R$ 5 mil, com vigência a partir de janeiro de 2026, caso o projeto também passe pelo Senado e seja sancionado pela Presidência da República.
Veja o que prevê a nova tabela para contribuintes:
Essa mudança deve beneficiar aproximadamente 26,6 milhões de brasileiros, segundo estimativas oficiais. Muito cobrada pela população, a atualização da tabela é vista como uma correção da defasagem histórica e uma forma de tornar o sistema tributário mais justo.
Quem recebe na faixa de até R$ 5 mil passará a não ter desconto de Imposto de Renda, representando um ganho líquido significativo ao longo do ano. Já para quem ganha até R$ 7.350, o desconto faz reduzir bastante a mordida mensal do leão. Abaixo, uma comparação clara:
| Faixa salarial | Como é hoje | A partir de 2026 |
|---|---|---|
| Até R$ 3.036 | Isento | Isento |
| R$ 3.036 a R$ 5.000 | Paga IR | Isento |
| R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | Paga IR | Desconto fixo de R$ 978,62 |
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Especialistas projetam que o alívio no bolso dos contribuintes gerará impacto de R$ 25,8 bilhões anuais nas contas públicas. Para amenizar esse efeito, o projeto estabelece novas regras para taxação de faixas de renda mais elevadas e lucros distribuídos aos chamados super-ricos.
Pessoas físicas que recebem rendimentos acima de R$ 600 mil por ano, sobretudo por meio de lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil mensais (a partir de 2026), passarão a pagar alíquotas progressivas até 10%. Vale lembrar que quem já está sujeito à alíquota máxima de 27,5% não é afetado por essa mudança.
Segundo dados do Ministério da Fazenda, cerca de 140 mil pessoas devem ser alcançadas pelas novas regras, o que corresponde a apenas 0,13% dos que apresentam declaração anual de renda no país. A arrecadação extra prevista é de R$ 12,7 bilhões até 2027, valor fundamental para viabilizar a ampliação da faixa de isenção do IR, mantendo equilíbrio fiscal.
O texto da isenção do IR para até R$ 5 mil foi aprovado por unanimidade na Câmara dos Deputados, mas ainda precisa tramitar no Senado Federal. Se não houver alterações, segue diretamente para sanção presidencial. No caso de modificações, retorna para nova avaliação dos deputados.
A expectativa entre parlamentares e equipe econômica do governo é que todo o trâmite se conclua até o fim de 2025, com as novas regras já em vigor a partir de janeiro de 2026. O assunto, considerado prioritário na agenda fiscal, conta com forte adesão tanto da base do governo quanto de parte significativa da oposição.
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda é uma demanda antiga da sociedade brasileira, cumprindo promessa de campanha e reforçando a busca por um sistema tributário mais progressivo e alinhado com a realidade do país.
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A aprovação da isenção do IR para salários de até R$ 5 mil representa um marco na legislação tributária. Ao impulsionar mudanças que beneficiam milhões de pessoas, o governo busca corrigir distorções históricas e avançar rumo a um sistema fiscal mais justo e equilibrado.
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A ampliação da faixa de isenção beneficiará trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês, isentando-os totalmente do Imposto de Renda a partir de 2026.
Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, haverá um desconto fixo de R$ 978,62 no cálculo mensal do Imposto de Renda, reduzindo o valor a pagar.
O governo propõe taxar mais fortemente faixas de renda mais altas e lucros distribuídos aos super-ricos, com alíquotas progressivas de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil anual em dividendos.
A expectativa é que a nova faixa de isenção entre em vigor em janeiro de 2026, após aprovação definitiva no Senado e sanção presidencial.
Cerca de 26,6 milhões de brasileiros que recebem até R$ 5 mil serão beneficiados com a isenção total do Imposto de Renda.