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Desemprego atinge 5,6% em agosto e mantém recorde histórico no Brasil, aponta IBGE

Vinícius Sizílio em 30 de setembro de 2025 às 10:20

O desemprego no Brasil permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em agosto de 2025, mantendo o patamar mais baixo já registrado na série histórica do IBGE iniciada em 2012. Os dados, divulgados nesta terça-feira (30) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), apontam uma estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas evidenciam um avanço importante quando comparados ao ano passado, quando a taxa era de 6,6%.

Neste artigo, você confere uma análise detalhada dos números do desemprego, o comportamento do emprego formal e informal, além dos segmentos que mais influenciaram o resultado no período. Veja também como os dados de subutilização e desalento sinalizam transformações no mercado de trabalho brasileiro.

Desemprego registra melhor índice desde 2012

No trimestre encerrado em agosto, a taxa de desemprego repetiu a mínima histórica alcançada no mês anterior. Em números absolutos, são 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor volume desde o início da série do IBGE. Esse resultado demonstra uma queda expressiva de 9% em relação ao trimestre terminado em maio, que tinha 6,7 milhões de desempregados, e uma redução de 14,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Abaixo, confira a variação da taxa de desemprego ao longo do último ano em percentual:

Período Taxa de Desemprego (%)
Junho a Agosto 2024 6,6
Março a Maio 2025 6,2
Maio a Julho 2025 5,6
Junho a Agosto 2025 5,6

O movimento de retração do desemprego reflete, principalmente, o aumento das oportunidades formais e a recuperação de setores estratégicos.

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Emprego formal bate recorde em 2025

Outro destaque da pesquisa do IBGE é o número de empregados com carteira assinada no setor privado, que atingiu novo recorde: 39,1 milhões de trabalhadores. O crescimento foi de 3,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, evidenciando a reativação econômica no pós-pandemia.

Segmentos em alta e baixa

Os setores que mais contribuíram para a geração de empregos no período foram:

  • Administração pública, saúde, educação e serviços sociais: aumento de 1,7%, com 323 mil novas vagas.
  • Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura: alta de 4,4%, equivalente a 333 mil postos de trabalho criados.

Já o segmento de serviços domésticos registrou retração de 3,0%. De acordo com especialistas, a redução indica que trabalhadores estão migrando para atividades com melhores rendimentos e condições, refletindo a melhora na qualidade dos postos ocupados.

Subutilização do trabalho atinge o menor patamar desde 2012

A taxa composta de subutilização da força de trabalho também apresenta resultados positivos: 14,1%, igualando o menor nível já observado nessa medição. O indicador contempla não apenas os desocupados, mas também trabalhadores que atuam por menos horas do que gostariam ou que estão disponíveis para trabalhar, mas não buscam emprego.

O número de pessoas nessa situação é de 16 milhões — expressiva retração frente ao trimestre anterior, quando a subutilização estava em 14,9%. O dado reforça uma tendência de absorção de mão de obra pelo mercado em 2025, principalmente por vagas formais.

Desalento registra nova redução

No universo dos chamados desalentados — indivíduos que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar vaga — houve uma queda para 2,4%. O fenômeno resulta do aquecimento do mercado, que passou a reintegrar esse grupo à força de trabalho.

Especialistas do IBGE avaliam que a permanência do desemprego em seu piso histórico e a redução do desalento indicam um cenário de otimismo, estimulando até mesmo a volta daqueles que estavam fora da busca ativa por trabalho.

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Os números do IBGE mostram uma fotografia animadora do mercado de trabalho brasileiro em 2025, com destaque para a manutenção do desemprego em nível mínimo e evolução do emprego formal. O momento confirma a reativação de setores importantes e a mobilidade profissional, principalmente entre trabalhadores domésticos e informais.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre desemprego e subutilização do trabalho?

O desemprego considera apenas quem está sem trabalho e procurando emprego, enquanto a subutilização engloba também quem trabalha menos horas do que gostaria ou está disponível para trabalhar, mas não busca emprego.

Como o aumento do emprego formal afeta a economia brasileira?

O crescimento do emprego formal traz maior estabilidade e renda para trabalhadores, impulsiona o consumo e fortalece a arrecadação de impostos, contribuindo para o crescimento econômico sustentável.

Por que os trabalhadores domésticos estão migrando para outras atividades?

A migração ocorre em busca de melhores salários e condições de trabalho, refletindo a melhora na qualidade das vagas ofertadas no mercado formal.

O que significa a redução no número de desalentados para o mercado de trabalho?

A diminuição dos desalentados indica maior confiança na recuperação econômica, levando pessoas que haviam desistido de procurar emprego a retomarem a busca ativa por trabalho.

Quais setores lideraram a criação de empregos no último trimestre de 2025?

Os setores de administração pública, saúde, educação e serviços sociais, além da agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, foram os que mais geraram vagas.

Vinícius Sizílio

Autor da InfoFinanceira especializado em finanças, seguros e crédito.

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