Empresas exportadoras brasileiras afetadas pelo aumento das tarifas dos Estados Unidos já podem acessar crédito do programa Brasil Soberano, com recursos que somam até R$ 40 bilhões. O anúncio veio diretamente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visando amparar companhias impactadas pelo chamado “tarifaço” norte-americano, imposto pela gestão de Donald Trump.
Se você faz parte do setor exportador, este apoio pode ser fundamental para enfrentar a concorrência global, proteger empregos e manter as operações em dia. A seguir, detalhamos quem pode participar, quais as condições e de que modo o crédito deve ser acessado. Navegue pelos tópicos e entenda tudo sobre o Brasil Soberano.
O que você vai ler neste artigo:
O Brasil Soberano é uma ação articulada pelo governo federal para socorrer exportadoras prejudicadas com a nova tarifa americana, aplicada em agosto de 2025. O crédito total está dividido da seguinte maneira:
Os valores permitem financiar capital de giro (salários e fornecedores), investir em modernização da produção, adquirir equipamentos ou explorar novos mercados. O objetivo é manter a competitividade e, sobretudo, os empregos.
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Podem acessar os recursos do FGE empresas brasileiras de todos os portes, desde que comprovem que pelo menos 5% de seu faturamento bruto anual (entre julho de 2024 e julho de 2025) dependam de produtos atingidos pelo tarifaço dos EUA. Para a parcela financiada pelo BNDES, o critério é mais amplo: basta comprovar qualquer nível de impacto sobre o faturamento.
O apoio é condicionado à manutenção dos empregos, conforme destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. A meta é preservar postos de trabalho, favorecendo a retomada econômica diante de medidas consideradas unilaterais e prejudiciais ao Brasil.
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O processo para requerer o crédito é simples e começa com a verificação de elegibilidade via site oficial do BNDES. A autenticação exige o certificado digital empresarial na plataforma GOV.BR. Se a empresa for considerada apta, deve procurar o banco parceiro com o qual já mantém relacionamento. Empresas de grande porte podem tratar diretamente com o BNDES.
Desde a adoção da taxação de até 50%, as exportações brasileiras de produtos atingidos vêm sofrendo retração significativa. Segundo dados da Amcham Brasil, apenas em agosto as vendas externas dos itens incluídos na lista recuaram 22,4% frente ao mesmo período do ano anterior. Ao todo, o tarifaço cobre aproximadamente 35,9% das exportações brasileiras para os EUA, o que reforça a necessidade da assistência financeira emergencial.
Numa atitude controversa, o governo Trump argumenta existir déficit comercial em relação ao Brasil, algo contestado publicamente por ambas as nações. Entre os poucos produtos que escaparam estão suco de laranja, combustíveis, fertilizantes e componentes aeronáuticos.
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O programa Brasil Soberano oferece alívio financeiro imediato a empresas brasileiras que perderam competitividade por causa do novo tarifaço nos Estados Unidos. Garantir linhas de crédito acessíveis promete não só evitar demissões em massa, mas também preservar a força do setor exportador diante da crise. Não deixe de acompanhar as próximas informações e oportunidades para superar esse cenário.
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Os setores que sofrem maior impacto são aqueles cujos produtos foram diretamente taxados, conforme a lista divulgada pelo governo dos EUA, abrangendo aproximadamente 35,9% das exportações brasileiras para aquele país.
Sim, os recursos do programa podem ser usados para explorar novos mercados, além de financiar capital de giro e modernização da produção.
A manutenção dos empregos é uma condição para o acesso ao crédito, e o BNDES monitora o cumprimento dessa exigência durante o período do financiamento.
A empresa precisa de certificado digital empresarial para autenticação no portal GOV.BR, comprovar faturamento afetado pelas tarifas e apresentar documentação exigida pelo banco parceiro ou pelo BNDES.
Empresas que não atingirem pelo menos 5% de faturamento afetado pelo tarifaço não se qualificam para os R$ 30 bilhões do FGE, mas ainda podem pleitear os R$ 10 bilhões disponibilizados diretamente pelo BNDES, que exigem impacto menos restritivo.