Gabriel Bernardino, o novo presidente da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), tomou posse recentemente em Lisboa, destacando a necessidade urgente de mudança no cenário de investimentos em Portugal. Segundo Bernardino, o setor tem falhado em incentivar a poupança de longo prazo, oferecendo produtos inadequados e com comissões altas.
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Os portugueses são conhecidos por suas estratégias de investimento conservadoras, preferindo depósitos bancários com baixa remuneração. No entanto, esta prática pode ser prejudicial a longo prazo, especialmente quando há oportunidades de investimento mais rentáveis disponíveis. Bernardino aponta que o mercado de seguros precisa crescer 50% para se equiparar à média europeia, enquanto os fundos de pensões estão estagnados há mais de uma década.
Com mais de 70 mil milhões de euros parados em depósitos de baixo rendimento, o potencial para reforçar as futuras pensões e financiar a economia é imenso. A inércia atual representa uma oportunidade perdida para os investidores e para o crescimento econômico do país.
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Bernardino não atribui a falta de investimento de longo prazo apenas à aversão ao risco ou à falta de literacia financeira dos consumidores. Ele aponta que o setor segurador e de fundos de pensões também tem sua parcela de responsabilidade. Produtos com comissões elevadas e estratégias de investimento muito conservadoras para jovens são algumas das falhas identificadas.
Uma das soluções propostas por Bernardino é a revisão das regras que regem os Planos de Poupança Reforma (PPR) e os benefícios fiscais associados. Ele defende que tanto o poder político quanto o setor financeiro devem atuar para tornar os produtos de poupança mais atraentes e adequados ao perfil dos investidores.
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Questionado sobre a confiança dos cidadãos após eventos como a queda do BES, Bernardino argumenta que o maior risco é investir em produtos que não superam a inflação. Ele destaca a importância da diversificação do investimento e do aconselhamento técnico para minimizar riscos.
Para Bernardino, investir com uma visão de médio a longo prazo continua sendo a melhor garantia de rendibilidades reais. A paciência e a diversificação são chaves para o sucesso nos investimentos.
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Outro ponto abordado por Bernardino é a necessidade de um fundo para cobertura de risco sísmico. Ele acredita que é crucial para não sobrecarregar o erário público em caso de catástrofes. A proposta já foi enviada ao Governo e está em discussão com o ministro das Finanças.
A autonomia financeira da ASF é um tema sensível. Bernardino espera que o novo Orçamento do Estado resolva as restrições orçamentais que têm interferido na autonomia da instituição.
Conclusão: O discurso de Gabriel Bernardino destaca a necessidade de uma transformação no cenário de investimentos em Portugal. Com mudanças nas estratégias de poupança e investimento, há um potencial significativo para melhorar as pensões futuras e impulsionar a economia. Se você achou este conteúdo útil, inscreva-se em nossa newsletter para mais artigos como este!
Os principais desafios incluem a preferência por investimentos conservadores e produtos financeiros inadequados com altas comissões.
O mercado de seguros precisa crescer 50% para se equiparar à média europeia, oferecendo produtos mais atrativos e adequados ao perfil dos investidores.
A diversificação é crucial para minimizar riscos e garantir rendibilidades reais a médio e longo prazo.
Revisando as regras dos Planos de Poupança Reforma (PPR) e oferecendo benefícios fiscais mais atraentes.
Criar um fundo para cobertura de risco sísmico, evitando sobrecarga do erário público em caso de catástrofes.