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Uso da Inteligência Artificial cresce no ensino médio, mas orientação escolar é insuficiente

Eduardo Guerra em 17 de setembro de 2025 às 11:35

Sete em cada dez alunos do ensino médio que têm acesso à internet já utilizam ferramentas de inteligência artificial (IA) generativa nas pesquisas escolares, como ChatGPT, Copilot e Gemini. O dado impressionante foi revelado pela última edição do estudo TIC Educação 2024, que ouviu mais de 7.400 estudantes de escolas públicas e privadas em todo o Brasil. Apesar desse uso cada vez mais frequente das novas tecnologias, apenas um terço desses estudantes recebeu algum tipo de orientação dentro da escola sobre como utilizar a IA, segundo o levantamento.

Esse cenário revela uma lacuna importante entre a adoção espontânea da tecnologia e a preparação efetiva dos alunos para um uso crítico e seguro. A seguir, veja detalhes sobre os resultados do estudo e os desafios que estão se impondo para educadores, gestores e famílias.

IA ganha espaço nas pesquisas escolares

A familiaridade dos jovens com as ferramentas de IA cresce conforme o avanço nos níveis escolares. Enquanto no ensino médio o uso das inteligências artificiais já beira os 70%, entre os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) essa taxa cai para 15%. Já nos anos finais do fundamental (6º ao 9º ano), cerca de 39% dos alunos declararam usar chats de IA em tarefas acadêmicas. No total geral, a média fica em 37%.

O estudo também destaca o papel das redes sociais no cotidiano estudantil. Pela primeira vez, plataformas como TikTok e YouTube se igualaram aos buscadores tradicionais, como Google, como fonte de informação para pesquisas escolares. Entre alunos do ensino médio, quase 90% afirmam assistir a vídeos nessas plataformas para auxiliar nos estudos. Entre todos os estudantes, o percentual ultrapassa os 70%.

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Alunos usam múltiplas fontes nas tarefas escolares

Na hora de buscar referências para trabalhos escolares, as estratégias dos estudantes vão além dos chats de IA. Veja como as principais mídias digitais estão distribuídas de acordo com o estudo:

  • Redes sociais (Instagram, TikTok, etc.): 46% dos estudantes de todos os ciclos utilizam essas plataformas como fonte de pesquisa.
  • Livros digitais: 54% dos alunos recorrem a esse tipo de material para complementar os estudos.
  • Sites e plataformas das escolas: 39% dos estudantes aproveitam os canais institucionais.
  • Plataformas oficiais do governo: 30% dos entrevistados utilizam esses recursos.

Esses dados indicam que, embora a IA esteja em ascensão, o estudante do ensino básico brasileiro aprende a combinar diferentes meios para construir seu conhecimento.

Falta orientação sobre uso consciente e responsável da IA

De acordo com o TIC Educação 2024, cerca de 51% dos alunos entrevistados dizem ter recebido recomendações sobre quais sites utilizar. Além disso, 47% relatam orientações sobre verificação de veracidade de notícias e informações. No entanto, o índice de alunos orientados especificamente sobre o uso das ferramentas de IA nas atividades escolares é muito mais baixo: somente 19% dos estudantes do ensino fundamental e médio relatam ter recebido esse tipo de instrução.

A coordenadora da pesquisa, Daniela Costa, alerta para a necessidade de intervenção pedagógica. Para ela, o acesso massivo às novas tecnologias precisa vir acompanhado de um olhar crítico e seguro. “É fundamental que o estudante tenha contato com essas ferramentas de um jeito consciente, criativo e protegido”, ressalta Daniela. Outros especialistas do setor educacional recomendam que ministérios e secretarias da Educação desenvolvam diretrizes claras sobre o uso responsável das tecnologias. “Na minha visão, a IA afeta diretamente objetivos essenciais da educação atual, como o desenvolvimento do pensamento crítico e da criatividade”, afirma Dora Kaufman, da PUC-SP.

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O crescimento do uso de inteligência artificial no ensino médio evidencia como essas ferramentas estão presentes no dia a dia dos jovens. No entanto, sem um suporte adequado das escolas, persistem riscos ligados à qualidade da aprendizagem e à segurança. O uso consciente depende de políticas e diretrizes que preparem os alunos não só para consumir, mas também para filtrar e produzir conhecimento de forma ética.

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Perguntas frequentes

Quais são os principais riscos do uso da inteligência artificial sem orientação nas escolas?

Os principais riscos incluem a dependência excessiva da IA, dificuldade em desenvolver pensamento crítico, problemas na verificação da veracidade das informações e falta de consciência ética no uso das ferramentas.

Como as redes sociais influenciam as pesquisas escolares dos alunos?

Redes sociais como TikTok, Instagram e YouTube oferecem vídeos e conteúdos que complementam as buscas escolares, sendo utilizadas por quase 90% dos alunos do ensino médio para auxiliar nos estudos.

Quais tipos de fontes além da inteligência artificial os alunos utilizam para pesquisas escolares?

Os estudantes também recorrem a livros digitais (54%), sites e plataformas escolares (39%) e plataformas oficiais do governo (30%), além das redes sociais (46%).

Por que é importante desenvolver diretrizes para o uso da IA na educação?

Diretrizes garantem que os alunos aprendam a usar a IA de forma consciente, crítica e ética, promovendo a criatividade e a segurança no ambiente escolar, além de enfrentar os desafios do aprendizado tecnológico.

O que os educadores podem fazer para melhorar a orientação sobre o uso da inteligência artificial?

Educadores podem implementar treinamentos específicos, incentivar o pensamento crítico, criar projetos práticos que envolvam a IA e desenvolver políticas internas para o uso responsável dessas ferramentas.

Eduardo Guerra

Eduardo Guerra é especialista em finanças pessoais e crédito no Brasil, com foco em SEO e conteúdo YMYL. Atua há mais de 7 anos na criação e otimização de conteúdos sobre empréstimo consignado, FGTS, INSS, salário mínimo, crédito para negativados e educação financeira, trabalhando diretamente com fintechs e empresas do setor financeiro. Atualmente, é responsável por estratégias de conteúdo e SEO em projetos voltados para produtos financeiros, sempre com foco em clareza, responsabilidade e informação acessível ao consumidor.

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