O preço do café moído apresentou queda de 2,17% em agosto de 2025, segundo dados do IBGE, marcando o segundo mês consecutivo de alívio para o consumidor após um longo período de aumentos. No entanto, esse cenário mais tranquilo deve durar pouco, já que indústrias do setor antecipam um novo ciclo de altas no curto prazo, impulsionadas por fatores globais e problemas de oferta no campo.
Ao longo deste artigo, você encontrará detalhes sobre a variação dos preços nas prateleiras, causas da oscilação dos valores, impactos do cenário internacional e as projeções do mercado para os próximos meses. Se você consome café diariamente, não deixe de conferir até o fim para entender como se preparar para as próximas mudanças no bolso.
O que você vai ler neste artigo:
Após um período de alta persistente, o preço do café moído começou a recuar em julho e agosto, acompanhando o fim da colheita no Brasil, principal produtor mundial. O efeito imediato foi sentido levemente pelo consumidor, já que a cotação média atingiu R$ 62,83 em agosto, contra valores mais altos registrados no início do ano.
Segundo levantamento do IBGE, esse movimento de queda foi resultado principalmente da oferta momentânea provocada pelo pico da safra. Mesmo assim, a redução não foi suficiente para representar um alívio significativo, pois a indústria já alertava para dificuldades de reposição de estoques diante de uma colheita menor do que se estimava inicialmente.
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Apesar da leve baixa acumulada, as principais entidades do setor já apontam para uma reversão nos próximos meses. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) estima que o preço do café pode subir entre 10% e 15% nas próximas semanas. O alerta é reforçado pelo diretor-executivo Celírio Inácio, que considera possível o quilo do produto atingir R$ 80, diante do aumento dos custos na porteira.
A pressão de alta vem de diferentes frentes:
Esses fatores elevam a cotação do grão na bolsa de Nova York, referência internacional para o preço do café, e obrigam a indústria a repassar os aumentos ao consumidor final, dada a dificuldade de absorver os custos e manter a operação viável.
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A recente decisão do governo dos Estados Unidos de taxar o café brasileiro em 50% aumentou ainda mais a volatilidade dos preços. Exportadores brasileiros avaliam que o destino de parte da produção será realocado para a Europa, enquanto outros concorrentes, como a Colômbia, aproveitam tarifas menores para ganhar espaço nos EUA.
A disputa internacional pela preferência dos importadores pressiona os preços em diferentes mercados e reduz a perspectiva de queda para o consumidor brasileiro. Segundo especialistas, este é um efeito dominó que afeta não apenas o varejo interno, mas também as margens de lucro na exportação e os estoques mundiais – cada vez mais apertados ano após ano.
Além da produção aquém do esperado, a qualidade do grão colhido em 2025 também ficou abaixo da média histórica. Relatos de menor rendimento por saca implicam em maiores volumes de café necessários para atingir os mesmos níveis de oferta nos anos anteriores, o que acaba pressionando ainda mais o preço.
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A principal variedade plantada no país, o arábica, sofreu com adversidades climáticas, o que impactou não só o volume total, mas também o tamanho e o peso dos grãos. Essa combinação de quantidade reduzida e qualidade inferior contribui para sustentar o movimento de alta previsto pelos especialistas para o final de 2025.
Diante desse contexto de incertezas, a análise do mercado do café em 2025 mostra que o consumidor precisa estar atento à volatilidade dos preços, já que a combinação de estoques baixos, problemas climáticos e disputas internacionais tende a manter o café como um dos itens mais sensíveis nas listas de compras dos brasileiros. Se você gostou deste conteúdo e deseja se manter informado sobre os próximos passos do mercado de alimentos, inscreva-se em nossa newsletter e receba notícias exclusivas diretamente em seu e-mail.
As tarifas de 50% tornam o café brasileiro mais caro no mercado dos EUA, reduzindo exportações e pressionando a oferta interna, o que contribui para o aumento dos preços no Brasil.
Secas e geadas no Cerrado Mineiro causaram perdas significativas na safra, reduzindo o volume e a qualidade dos grãos, o que eleva os preços devido à menor oferta disponível.
Estoques globais baixos indicam menor disponibilidade do produto, o que intensifica a competição entre compradores e fomenta a alta nos preços internacionais e locais.
Consumidores podem monitorar as notícias do setor, avaliar alternativas de compra e ajustar o orçamento para o aumento esperado nos preços do café nos próximos meses.
A arábica representa a maior parte da produção brasileira, e sua queda de quase 19% em 2025 impacta fortemente a oferta nacional, influenciando o preço final para o consumidor.