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Após novos ataques hacker, Banco Central intensifica medidas para conter fraudes nas instituições financeiras

Info Financeira em 8 de setembro de 2025 às 10:41

Após uma sequência preocupante de ataques cibernéticos a instituições financeiras brasileiras, o Banco Central reforçou neste fim de semana sua atuação para prevenir novas fraudes e proteger o sistema financeiro nacional. O mais recente alerta envolveu um incidente no Banco Triângulo S.A., conhecido como Tribanco, onde criminosos conseguiram subtrair valores significativos. Com cinco ataques registrados nos últimos três meses, e um prejuízo estimado em cerca de R$ 1,5 bilhão, o tema preocupa todo o mercado.

Neste texto, o leitor encontra detalhes sobre a onda crescente de ataques hacker, as respostas emergenciais do Banco Central, as novas orientações para instituições financeiras e o debate sobre a necessidade urgente de fortalecer a regulação e os mecanismos de segurança. Acompanhe para entender o impacto das fraudes e como o setor está reagindo para evitar novos episódios.

Escalada dos ataques hacker expõe vulnerabilidades

O ataque mais recente ocorreu no sábado e teve como vítima o Tribanco, parte de um grupo que oferece crédito e serviços para varejistas. O episódio resultou na subtração indevida de valores e acendeu novamente o alerta entre bancos e reguladores. Dias antes, o Banco Central já havia emitido comunicado sobre outro ataque na E2 Pay, empresa de gateway de pagamento, reforçando que trata-se do quinto caso grave em apenas três meses.

Segundo integrantes do setor, o dinheiro desviado de sistemas como o da E2 Pay teria sido movimentado por mais de 400 contas, muitas possivelmente criadas apenas para receber recursos ilícitos – as tradicionais “contas de laranja”. O aumento dessas operações criminosas vem na esteira da Operação Carbono Oculto, que mirou a atuação do crime organizado em setores estratégicos da economia, como combustíveis e financeiro.

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Medidas emergenciais do Banco Central para reforçar a segurança

Diante do agravamento do cenário, o Banco Central acelerou a implementação de novas regras. Entre as principais decisões estão:

  • Limitação de transações via Pix e TED para instituições de pagamento não autorizadas, com teto de R$ 15 mil;
  • Aumento nos requisitos e controles para credenciar Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI);
  • Exigência de autorização prévia para início da operação de empresas de pagamento;
  • Reforço nas exigências de múltimas camadas de autenticação nas plataformas bancárias e de pagamento;
  • Comunicação imediata e bloqueio de transações suspeitas originadas dos casos recentes, inclusive envolvendo corretoras de criptoativos, na tentativa de rastrear e barrar o escoamento dos valores roubados.

O BC destacou em nota pública que as medidas são resposta à evolução das técnicas usadas por criminosos e ressaltou seu compromisso em colaborar com polícias e Ministério Público para ampliar o combate ao crime financeiro.

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Mercado cobra mais regulação e melhorias constantes na segurança digital

As principais associações setoriais do mercado bancário, como ABBC e Febraban, reconheceram a gravidade dos recentes episódios e manifestaram apoio ao Banco Central. Executivos dessas entidades enfatizam que o setor precisa de regulamentos claros, rígidos e que se mantenham em constante aprimoramento diante do avanço do crime organizado.

Leandro Vilain, CEO da ABBC, destacou a necessidade de fortalecer as políticas de prevenção a fraudes e ampliar a cooperação técnica com o BC. Já Isaac Sidney, presidente da Febraban, foi categórico ao afirmar que não é mais aceitável o funcionamento de qualquer instituição de pagamento sem autorização formal do órgão, comparando o caso a uma farmácia proibida de operar sem licença da Anvisa.

O desafio da inovação financeira em meio ao aumento dos riscos

O movimento recente dos hackers ocorre quando o sistema financeiro nacional vive uma fase de inovação intensa, principalmente com a ascensão de fintechs, instituições de pagamento digital e integração com criptomoedas. Entidades como a Abipag (Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos) e Zetta apontam que a agenda de inovação só será sustentável se vier acompanhada de melhorias contínuas nos mecanismos de defesa contra fraudes.

Essa visão é compartilhada pelo próprio Banco Central, que reitera a importância de preservar a confiabilidade do sistema e a necessidade de novas travas, como o combate ao uso de contas laranjas, aprimoramento na identificação de transações suspeitas e o cerco a movimentações ilícitas via criptoativos.

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O aumento nos ataques hacker deixou claro que o setor financeiro enfrenta um novo patamar de riscos e que só com respostas rápidas e regras rígidas será possível frear a evolução das fraudes. Para quem acompanha o tema ou faz parte do sistema, fica a lição de que inovação e segurança devem avançar juntas – caso contrário, danos vultosos podem comprometer a confiança da sociedade em um dos pilares da economia.

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Perguntas frequentes

O que são contas de laranja e como elas facilitam fraudes?

Contas de laranja são contas bancárias abertas em nome de terceiros para receber recursos ilícitos. Os criminosos as usam para dificultar o rastreamento de valores roubados.

O que é a Operação Carbono Oculto?

É uma investigação direcionada ao crime organizado em setores estratégicos (combustíveis e financeiro), que expôs esquemas de lavagem de dinheiro e fomentou novas regras de segurança.

Como a colaboração com o Ministério Público ajuda no combate a fraudes?

A cooperação acelera investigações, compartilha inteligência financeira e fortalece ações judiciais contra responsáveis por ataques e movimentações ilícitas.

Quais riscos as fintechs enfrentam com o aumento de ataques hacker?

Fintechs podem sofrer vazamentos de dados, desvios de recursos e perda de confiança dos clientes caso não adotem camadas extras de autenticação e monitoramento contínuo.

Como identificar transações suspeitas via criptoativos?

Busque sinais como valores atípicos, contas sem histórico, várias transferências consecutivas e destinos não verificados. Sistemas de monitoramento devem disparar alertas nesses casos.

Quais benefícios da autenticação em múltiplas camadas?

Ela dificulta o acesso não autorizado, reduz o risco de invasão por credenciais roubadas e eleva o esforço necessário para fraudes, protegendo dados sensíveis.

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