O deputado federal Alfredo Gaspar, do União Brasil-AL, relator da CPMI do INSS, desmentiu na quinta-feira, 28 de agosto de 2025, a suposta ameaça de prisão ao delegado da Polícia Federal Bruno Bergamaschi durante um depoimento no colegiado. O delegado, que conduz a operação Sem Desconto, focada em desmantelar um esquema bilionário de fraudes em benefícios de pensionistas e aposentados, foi ouvido por cinco horas em sessão fechada, conforme solicitado pela PF.
Alfredo Gaspar destacou que na CPMI do INSS não houve qualquer ameaça de prisão ao delegado. Ele enfatizou que o que ocorreu foram esclarecimentos sobre o que era ou não sigiloso. O relator mencionou que suas perguntas estavam baseadas em informações já divulgadas pela mídia, mas Bergamaschi se recusava a responder sob alegação de sigilo.
O que você vai ler neste artigo:
Durante o depoimento, houve intervenção do ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, que é o relator do inquérito sobre fraudes no INSS. Segundo o deputado Marcel van Hattem, o ministro permitiu que o delegado falasse apenas sobre fatos já de conhecimento público.
Outro ponto levantado durante a sessão foi a ausência de pedido de prisão para Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, apontado como um dos principais operadores da organização criminosa. O relator questionou a Polícia Federal sobre a ausência dessa medida.
Leia também: Salário mínimo de R$ 1.631 em 2026; Bolsa Família sem reajuste
A operação Sem Desconto, deflagrada pela PF em 23 de abril, investiga um esquema de descontos indevidos do INSS. Foram cumpridos 211 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em várias regiões do país. A investigação identificou irregularidades nos descontos de mensalidades associativas sobre benefícios previdenciários.
A Controladoria Geral da União iniciou investigações sobre o aumento de entidades e valores descontados dos aposentados. Foi descoberto que muitas entidades não tinham estrutura para prestar os serviços oferecidos e que muitos beneficiários não haviam autorizado os descontos.
Entre as irregularidades, 70% das 29 entidades analisadas não entregaram a documentação completa ao INSS. Como resultado, seis pessoas, incluindo o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foram afastadas de suas funções.
Leia também: Lotofácil da Independência: Como concorrer ao prêmio de R$ 220 milhões
Até o momento, o STF e a PF não se manifestaram sobre a reunião, mas o texto será atualizado caso haja qualquer declaração oficial.
Gostou do conteúdo? Inscreva-se em nossa newsletter para receber mais notícias como esta diretamente no seu e-mail!
O relator na CPMI do INSS é responsável por conduzir as investigações e apresentar um relatório final com conclusões e recomendações sobre o caso investigado.
Bruno Bergamaschi é um delegado da Polícia Federal que lidera a operação Sem Desconto, focada em combater fraudes no INSS.
O ministro André Mendonça, do STF, interveio permitindo que o delegado falasse apenas sobre fatos de conhecimento público.
A operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários, envolvendo irregularidades em mensalidades associativas.
A Controladoria Geral da União investiga o aumento de entidades e valores descontados dos aposentados, verificando a falta de estrutura e autorização para os serviços oferecidos.