A inflação no Brasil teve uma prévia negativa em agosto, com uma queda de 0,14%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esta deflação é atribuída principalmente a reduções nos preços da energia elétrica, alimentos e combustíveis.
O que você vai ler neste artigo:
O setor de habitação foi o que mais influenciou a queda na inflação, registrando um recuo de 1,13% nos preços. Isso se deve em grande parte à redução de 4,93% na conta de luz, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, que beneficiou cerca de 80,8 milhões de consumidores.
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Alimentos e bebidas também contribuíram para a deflação, com uma queda de 0,53%. Entre os alimentos que mais caíram estão a manga (-20,99%), batata-inglesa (-18,77%) e cebola (-13,83%). Esta é a terceira redução mensal consecutiva nos preços dos alimentos.
O setor de transportes apresentou uma deflação de 0,47%, impactado pela queda nos preços da gasolina (-1,14%), passagens aéreas (-2,59%) e automóveis novos (-1,32%). A gasolina, por ser um dos itens com maior peso na cesta de consumo, teve um impacto significativo no índice geral.
Enquanto quatro dos nove grupos pesquisados pelo IBGE registraram deflação, outros como despesas pessoais, educação e saúde apresentaram variações positivas, contribuindo para um impacto nulo ou pequeno no índice geral.
O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, utiliza a mesma metodologia do IPCA, mas com diferenças no período de coleta e abrangência geográfica. A coleta para o IPCA-15 ocorreu de 16 de julho a 14 de agosto, em 11 regiões metropolitanas do país.
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Com o resultado de agosto, o IPCA-15 acumulado em 12 meses está em 4,95%, abaixo dos 5,30% registrados em julho. O governo tem como meta manter a inflação em 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
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A inflação de agosto caiu 0,14% devido a reduções nos preços da energia elétrica, alimentos e combustíveis.
A redução de 4,93% na conta de luz, impulsionada pelo Bônus de Itaipu, foi um dos principais fatores para a queda da inflação.
Manga, batata-inglesa e cebola foram alguns dos alimentos que apresentaram as maiores quedas de preço.
O setor de transportes apresentou deflação de 0,47%, com quedas nos preços da gasolina, passagens aéreas e automóveis novos.
O governo brasileiro tem como meta manter a inflação em 3% ao ano, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.