A multa de 40% do FGTS é uma das principais garantias dos trabalhadores brasileiros demitidos sem justa causa. Em 2025, o direito permanece intacto e essencial, assegurando uma indenização ao empregado ao término do contrato de trabalho quando não há motivo grave para a rescisão. O valor corresponde a 40% de tudo o que foi depositado na conta vinculada do trabalhador durante o vínculo empregatício. Neste artigo, você confere quem realmente tem direito ao benefício, como é feito o cálculo desse valor, os documentos necessários para sacar e o que o trabalhador pode fazer caso não receba o pagamento devido. Continue lendo para entender cada detalhe e assegurar seus direitos neste ano.
Descubra os pontos fundamentais que envolvem a multa de 40% do FGTS em 2025, desde as regras para recebimento, os procedimentos para cálculo, as principais situações de direito e até mesmo orientações práticas para enfrentar possíveis irregularidades. Se você está passando por um processo de demissão ou quer ficar informado sobre o tema, este conteúdo vai ajudá-lo a saber tudo sobre o seu benefício.
O que você vai ler neste artigo:
A legislação trabalhista brasileira é clara: a multa de 40% do FGTS só é devida ao empregado demitido sem justa causa. O pagamento deve ser realizado pela empresa, como forma de compensação pela dispensa imotivada. Em casos de rescisão indireta — quando o trabalhador prova grave descumprimento de obrigações por parte do empregador —, o benefício também é garantido.
Confira os principais casos em que a multa de 40% é obrigatória:
Já não há direito ao recebimento em situações como pedido de demissão voluntária, demissão por justa causa ou encerramento dos contratos temporários pelo seu prazo natural.
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O cálculo da multa é simples, mas exige atenção a todos os depósitos existentes na conta do FGTS. Deve-se somar o valor total acumulado na conta vinculada até a data da demissão, incluindo juros e correções monetárias, e então multiplicar o resultado por 0,40 (quarenta por cento). Por exemplo, se o saldo total é de R$ 12.000, a multa será de R$ 4.800.
Veja como conferir os valores e garantir o pagamento correto da multa:
Esses depósitos referem-se a contribuições sobre salários, férias, horas extras, 13º salário, adicional de insalubridade e outras verbas regulares do empregado. Após o desligamento, o saque da parcela rescisória do FGTS e da multa pode ser feito em agências da Caixa ou pelo aplicativo, geralmente até 10 dias após o término do contrato.
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O não pagamento da multa de 40% do FGTS é irregular e cabe ao trabalhador buscar solução. O primeiro passo é acionar o setor de RH da empresa e, caso não haja resolução, procurar o sindicato da categoria para intermédio. Se o impasse persistir, é possível formalizar denúncia junto ao Ministério do Trabalho ou acionar a Justiça do Trabalho — nesse caso, recomenda-se contratatar um advogado trabalhista especializado.
É importante lembrar que, legalmente, o ex-empregado tem até dois anos após a saída para cobrar valores devidos, abrangendo direitos trabalhistas retroativos dos cinco anos anteriores à ação.
O acesso ao saldo da conta e ao valor da multa exige apresentação de documentos básicos:
A solicitação pode ser feita digitalmente ou presencialmente, e o empregado pode acompanhar o status do saque pelo app FGTS.
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Criada em 1988, a multa tem papel crucial na proteção social do trabalhador, garantindo uma reserva financeira para o período pós-demissão. De acordo com dados da Caixa, ela responde por parcela significativa dos saques anuais do FGTS, funcionando como um colchão de segurança e incentivo para a manutenção dos empregos formais. Em 2025, o direito está mantido, apesar de discussões e propostas de alteração em andamento no Congresso.
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O pagamento deve ocorrer em até 10 dias úteis após a homologação do Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) pela Caixa.
Não. A multa de 40% só é paga quando o empregado é dispensado sem justa causa ou em rescisão indireta reconhecida pela Justiça do Trabalho.
Sim. Todas as verbas regulares — salários, férias, horas extras, 13º salário e adicionais — que geraram depósitos no FGTS entram no cálculo da multa.
Não. O saque da multa rescisória só está disponível em agências da Caixa ou pelo aplicativo FGTS, após a confirmação da rescisão.
O ex-empregado tem até dois anos após a data da demissão para entrar com ação judicial, cobrando valores referentes aos cinco anos anteriores.