O INSS tirou do ar, a pedido do Agibank, reportagem que informava sobre a suspensão do contrato da instituição financeira devido a investigações em andamento. O instituto confirmou que não houve recuo na apuração das denúncias, mas atendeu à solicitação do banco removendo o conteúdo de seu portal. A decisão levanta dúvidas sobre transparência e reflete o cenário de tensão envolvendo entidades do setor financeiro e órgãos públicos.
Neste artigo, você entende o que motivou a retirada da notícia, quais as alegações de ambas as partes e o que muda para aposentados e pensionistas que dependem desses serviços. Confira os detalhes e saiba como agir em casos semelhantes.
O que você vai ler neste artigo:
A publicação retirada do site do INSS abordava denúncias sérias recebidas nos canais oficiais da Previdência. Segundo relatos de beneficiários, o aplicativo do Agibank estaria direcionando ligações feitas à Central 135 do INSS para seu próprio sistema, além de dificultar pedidos de portabilidade e reter valores de forma indevida. As queixas incluíam ainda a convocação de aposentados para comparecerem presencialmente no banco e reaver descontos não reconhecidos em folha.
O instituto considera as práticas, caso comprovadas, infrações gravíssimas que afetam diretamente a relação de confiança entre segurados e a autarquia. O INSS diz ainda que a suspensão do contrato impede que o Agibank receba novos aposentados e pensionistas para pagamento de benefícios até a conclusão das investigações.
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Por meio de nota oficial, o Agibank negou as irregularidades e afirmou que as operações com clientes continuam funcionando normalmente. O banco sustenta que não há interceptação de chamadas direcionadas ao canal 135, e sim redirecionamento de usuários para o Meu INSS, tecnologia utilizada pelas principais instituições conveniadas com a Previdência Social.
Sobre as reclamações envolvendo descontos sindicais e associativos, a instituição ressalta não participar do processo de devolução dos valores, esclarecendo que a comunicação com clientes foi apenas para prestar suporte e foi rapidamente interrompida por orientação do INSS. Segundo o banco, eventuais solicitações de portabilidade de benefícios devem ser feitas pelos canais oficiais da autarquia, como o app ou site Meu INSS, a Central 135 ou agências dos Correios.
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Apesar da remoção da notícia, segue em curso a apuração das denúncias contra o Agibank. O INSS orienta aposentados e pensionistas que se sentirem prejudicados a procurar diretamente a Ouvidoria da autarquia caso enfrentem recusas na portabilidade ou tenham valores descontados injustamente. Veja os principais canais de contato:
Quem identifica descontos na folha de pagamento que não reconhece pode aderir ao acordo homologado entre INSS e Supremo Tribunal Federal (STF) para reaver valores, usando exclusivamente os canais oficiais, sem necessidade de visita ao banco.
A suspensão do acordo impede o Agibank de cadastrar novos clientes da base do INSS, mas as operações para quem já recebe por lá seguem sem alteração, segundo o próprio banco. Caso surja qualquer problema de portabilidade ou atendimento, o segurado deve juntar provas e registrar reclamação nos canais do INSS, garantindo seus direitos durante a vigência das investigações.
Para quem depende desses benefícios, é importante acompanhar as atualizações do caso e não fornecer informações pessoais fora dos meios oficiais da Previdência Social. Confira sempre o endereço digital dos aplicativos e verifique as condições diretamente com o INSS.
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Este caso entre INSS e Agibank mostra a importância da transparência nas relações entre bancos e beneficiários da Previdência. Fique atento a qualquer movimentação diferente em sua conta e exija sempre atendimento pelos canais oficiais, garantindo maior proteção dos seus dados e valores.
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Reúna comprovantes de descontos e abra reclamação pela Ouvidoria do INSS, pela Central 135 ou pelo Meu INSS para solicitar a revisão e devolução dos valores.
Geralmente são exigidos RG, CPF, número do benefício, comprovante de residência e extratos ou boletos que comprovem os descontos indevidos.
O prazo oficial é de até 30 dias, podendo variar conforme a complexidade do caso e o volume de demandas recebidas.
Qualquer aposentado ou pensionista que identificou descontos não reconhecidos em folha pode solicitar adesão pelo Meu INSS, Central 135 ou agências dos Correios credenciadas.
Verifique se o endereço começa com https://meu.inss.gov.br e confirme o cadeado de segurança no navegador antes de informar dados pessoais.
Registre a recusa, reúna provas (print de tela, gravações de atendimento) e protocole reclamação na Ouvidoria do INSS para reanálise do pedido.