O INSS está prestes a concluir um importante processo de ressarcimento, beneficiando cerca de 1,2 milhão de aposentados e pensionistas até o dia 31 de julho. Esses segurados sofreram descontos indevidos em seus benefícios, e o governo federal tomou medidas para corrigir essa situação.
Na última terça-feira (29), durante uma reunião do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, atualizou o balanço das restituições. Segundo o ministro, já foram realizados 1 milhão de pagamentos até o momento, e a expectativa é que esse número chegue a 1.238.779 até o final do mês, o que representa 91,4% das adesões ao acordo de ressarcimento.
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O ressarcimento é resultado de um acordo estabelecido entre o INSS e os segurados que sofreram descontos indevidos. Até agora, 1.354.616 segurados aderiram ao acordo, o que representa 58,1% das pessoas aptas. No total, 2.330.094 segurados relataram ter recebido descontos indevidos de entidades de aposentados e pensionistas, mas não foram ressarcidos pelas associações, o que os qualifica para aderir ao acordo.
O ressarcimento terá um custo de R$ 3,3 bilhões para o governo, utilizando créditos extraordinários abertos por medida provisória. Esses créditos estão fora do arcabouço fiscal e não impactarão o cumprimento das metas de resultado primário nem o limite de gastos do governo.
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Os pagamentos começaram no último dia 24 e seguem a ordem de adesão. Isso significa que quem aderiu primeiro, receberá primeiro. O pagamento será feito em parcela única, com correção pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país.
Os aposentados e pensionistas que ainda não aderiram ao acordo têm até o dia 14 de novembro para fazê-lo. Para facilitar a comunicação com aqueles que ainda não aderiram, o INSS está enviando mensagens via WhatsApp para quem tem direito à restituição. Além disso, os bancos que pagam os benefícios também começaram a informar os aposentados e pensionistas sobre a possibilidade de solicitar o ressarcimento.
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Podem aderir ao acordo os aposentados e pensionistas que contestaram os descontos indevidos e não receberam resposta da entidade ou associação após 15 dias úteis. A adesão é gratuita, e os segurados podem consultar o valor que têm a receber antes de assinar o acordo.
A central telefônica 135 está disponível para consultas e contestações, mas não realiza adesão ao acordo.
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Em resumo, o ressarcimento do INSS representa uma vitória significativa para os aposentados e pensionistas que enfrentaram descontos indevidos. Caso tenha gostado do conteúdo, não esqueça de se inscrever em nossa newsletter para mais atualizações.
Os aposentados e pensionistas têm até o dia 14 de novembro para aderir ao acordo de ressarcimento do INSS.
O ressarcimento está sendo financiado por créditos extraordinários abertos por medida provisória, sem impactar o arcabouço fiscal.
Um total de 2.330.094 segurados relataram ter recebido descontos indevidos de entidades de aposentados e pensionistas.
O INSS está enviando mensagens via WhatsApp e os bancos também informam os segurados sobre a possibilidade de solicitar o ressarcimento.
Se a entidade não responder à contestação do desconto em 15 dias úteis, o sistema abre a opção para adesão ao acordo de ressarcimento.