Em todos os ciclos de alta das criptomoedas, uma pergunta sempre domina as discussões entre investidores: quando o mercado vai entrar na altseason? O termo pode parecer estranho para quem não está acostumado com o mundo cripto, mas ele resume uma etapa importante nos momentos de expansão do setor. E que também oferece boas oportunidades para lucrar.
Em tradução livre, altseason seria o equivalente a uma “temporada das alternativas”. O “alt”, nesse caso, se refere às altcoins, um termo guarda-chuva que historicamente engloba todas as criptomoedas que não são o bitcoin. Ou seja, a altseason nada mais é do que o momento em que esses ativos passam a subir e atrair mais investimentos que o bitcoin.
Essa etapa é importante por diversos fatores, mas o principal é que ela gera, na prática, mais oportunidades para lucrar com diferentes ativos. Entretanto, ela também exige cuidados e uma boa capacidade do investidor para identificar o seu início, auge e o momento de se proteger para o seu fim.
O que você vai ler neste artigo:
O primeiro semestre de 2025 foi marcado praticamente pelo oposto de uma altseason. O bitcoin conseguiu bater novos recordes de preço e expandiu, ao invés de perder, sua fatia de mercado. Com isso, a chamada “dominância” do ativo chegou à casa dos 66%. Ou seja, ele sozinho valia dois terços de todo o mercado de criptomoedas.
Mas o cenário mudou recentemente, principalmente no mês de julho. O ether voltou a disparar e chegou a acumular ganhos de mais de 25% nas últimas semanas. Já o XRP, terceira maior cripto do mundo, bateu uma nova máxima histórica. A capitalização do setor passou de US$ 4 trilhões pela primeira vez, enquanto a dominância do bitcoin bateu o menor nível em três anos.
Portanto, quem começou a falar de uma nova altseason não errou. João Galhardo, analista da Mynt, a plataforma cripto do BTG Pactual, explica que “com a dominância do bitcoin recuando dos 66% registrados em junho para atuais 61,77%, estamos exatamente no auge desse fenômeno de rotação para altcoins conhecido como ‘altseason’ pelos nativos do mundo cripto”.
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Em relação ao ciclo atual, ele avalia que “dois fatores sustentam a continuidade do movimento de valorização das altcoins no curto e médio prazo”. O primeiro está ligado aos ETFs, fundos negociados em bolsa, dos Estados Unidos. No caso do ether, por exemplo, os ETFs da criptomoeda tiveram um forte fluxo de aportes institucionais em julho, impulsionando o ativo.
No momento, os reguladores norte-americanos não liberaram o lançamento de ETFs de outras criptos além do bitcoin e do ether. Mas a expectativa do mercado é que isso mude em breve. Galhardo comenta que, pelas projeções atuais, a Solana e outros ativos devem ganhar seus fundos no quarto trimestre, “o que deve atrair ainda mais atenção institucional”.
Além disso, o analista da Mynt diz que “a liquidez sistêmica segue favorável. A volatilidade implícita dos derivativos de bitcoin atingiu mínimas de 12 meses, barateando hedges [operações de proteção] e permitindo posições mais ousadas em altcoins”.
Como você deve ter percebido, os sinais para analisar uma altseason estão muito ligados ao próprio bitcoin. E Galhardo explica que é exatamente o comportamento dessa criptomoeda que deve pautar as decisões dos investidores na montagem dos seus portfólios.
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“É crucial ter clareza do momento certo para encerrar essa exposição em altcoins. Meu nível-chave permanece sendo a dominância do bitcoin entre 54% e 55%, coincidindo com as mínimas de novembro do ano passado. Ao atingir essa faixa, fará sentido rotacionar os ganhos obtidos em outras criptomoedas de volta ao bitcoin, mirando uma nova pernada de alta para US$ 140 mil a US$ 150 mil no último trimestre”, projeta.
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O início de uma altseason é geralmente identificado quando a dominância do bitcoin no mercado começa a diminuir, enquanto altcoins começam a apresentar ganhos significativos.
Investir em altcoins durante a altseason pode ser arriscado devido à alta volatilidade e à possibilidade de reversão rápida de preços. É essencial monitorar o mercado e ter estratégias de saída claras.
A continuidade de uma altseason pode ser influenciada por fatores como a entrada de capital institucional, mudanças regulatórias e a liquidez do mercado.
Prever o fim de uma altseason é desafiador, mas sinais como o aumento da dominância do bitcoin ou mudanças macroeconômicas podem indicar uma mudança de tendência.
Os ETFs, especialmente aqueles baseados em criptomoedas como o ether, podem atrair investimentos institucionais, impulsionando a valorização das altcoins durante a altseason.