A taxa de juros média sob os governos de Lula é a maior registrada no século XXI. Durante os três mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a taxa Selic alcançou níveis elevados, superando outros períodos governamentais. Segundo dados do Banco Central, a média atual é de 12,5%, destacando-se entre as mais altas já registradas.
O que você vai ler neste artigo:
O levantamento da CNN Brasil revela que o primeiro mandato de Lula (2003-2006) teve a maior taxa média, com 18,7%. Esse índice ultrapassou os 18,6% dos últimos anos de Fernando Henrique Cardoso. Já o segundo mandato de Dilma Rousseff registrou uma média de 13,8% até 2016, quando Michel Temer assumiu a presidência.
O governo atual de Lula apresenta uma média de 12,5%, refletindo o cenário econômico desafiador. Em comparação, o governo Temer teve uma média de 10,9%, enquanto o de Jair Bolsonaro registrou 6,6%. A análise considerou as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) durante cada governo.
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O economista Alexandre Espírito Santo, da Way Investimentos, aponta dois fatores principais para a persistência da Selic alta: o aumento do juro neutro global e as políticas econômicas expansionistas no Brasil. Após a pandemia de Covid-19, o juro neutro, que mantém a inflação sob controle, subiu, impactando as taxas de juros globalmente.
Medidas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e o aumento de programas sociais estimulam a economia, mas também pressionam a inflação. Jason Vieira, economista da MoneYou, destaca que sinais de aumento de gastos e dívida pública refletem na curva de juros do mercado.
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Espírito Santo sugere que cortes estruturais de gastos poderiam aliviar a política monetária, mantendo a política fiscal em ordem. Enquanto o governo não adotar essas medidas, a Selic deve permanecer alta, resultando em um ciclo de crescimento econômico seguido de inflação.
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Uma taxa Selic alta pode levar a um aumento nos custos de empréstimos, reduzir o consumo e investimento, e controlar a inflação.
A Selic influencia as taxas de juros dos empréstimos e financiamentos, impactando diretamente no poder de compra e nas economias das famílias.
Juro neutro é a taxa de juros que não acelera nem desacelera a economia, mantendo a inflação sob controle.
Fatores como o juro neutro global, políticas monetárias de grandes economias e crises econômicas globais podem influenciar a taxa de juros no Brasil.
Políticas expansionistas, como aumento de gastos públicos, podem estimular a economia, mas também podem aumentar a demanda, pressionando a inflação para cima.