A aguardada regulamentação que permite o uso do FGTS como garantia no crédito consignado para trabalhadores CLT finalmente saiu do papel. A nova regra deve incentivar bancos a oferecer taxas de juros mais baixas, entregando uma alternativa de crédito mais justa e acessível para quem possui carteira assinada. Atualmente, mesmo com o chamado Crédito do Trabalhador, muitos ainda enfrentam juros superiores a 21% ao ano, tornando o empréstimo pouco atrativo.
Nesta reportagem, você verá em detalhes como a iniciativa tende a influenciar o mercado de empréstimos, por que as taxas ainda são elevadas e quais pontos exigem maior atenção antes de contratar o consignado aliado ao FGTS. Continue lendo para ficar bem informado e proteger seu orçamento.
O que você vai ler neste artigo:
Com a nova regulamentação, passa a ser permitido que até 10% do saldo do FGTS, bem como 100% do valor da multa rescisória em caso de demissão sem justa causa, sejam usados como garantia nas operações de crédito consignado para trabalhadores do regime CLT. Em outras palavras, se o trabalhador não conseguir quitar o empréstimo porque perdeu o emprego, o banco poderá recorrer a esses valores, reduzindo consideravelmente o risco da operação.
Esse cenário tende a levar as instituições financeiras a praticarem juros mais baixos. Com a inadimplência menor, as linhas de crédito ficam menos onerosas tanto para os bancos quanto para os clientes. É o tipo de novidade que pode transformar o acesso ao crédito para milhões de brasileiros que dependem do salário regular, mas precisam de fôlego financeiro.
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A expectativa de queda nos juros, no entanto, ainda não se converteu em realidade em todas as instituições. De acordo com dados recentes do Banco Central, as taxas no consignado privado seguem acima dos 21% ao ano, podendo chegar perto de 99% dependendo da instituição. Esse patamar supera em muito o que se esperava quando o uso do FGTS como garantia foi proposto.
Segundo especialistas do setor, a principal dificuldade está na ausência de um teto legal para as taxas de juros nesta modalidade. Sem limites claros, bancos tendem a manter margens elevadas para compensar qualquer incerteza jurídica ou operacional. Outra preocupação é a falta de fiscalização mais rigorosa, o que deixa trabalhadores vulneráveis a condições menos favoráveis do que o prometido.
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Outro ponto fundamental é a margem consignável, que limita o valor máximo que pode ser descontado da folha de pagamento do trabalhador. Pela legislação, até 35% da renda líquida pode ser comprometida com o pagamento de dívidas consignadas, incluindo outros descontos obrigatórios.
Muito além de comparar taxas, é fundamental calcular o real impacto das parcelas no orçamento. Descontos múltiplos podem fazer o salário líquido encolher bastante, e comprometer toda a renda pode levar a situações de inadimplência. O ideal é sempre usar simuladores, analisar todos os descontos e buscar orientação caso reste dúvida.
Com as novas regras, a contratação ficou mais prática e protegida. Existem diversas fintechs e bancos já autorizados a oferecer o consignado CLT com garantia do FGTS, que pode ser contratado de forma totalmente digital, com avaliação em tempo real e atendimento direcionado.
Se você já tem carteira assinada e saldo no FGTS, vale a pena conferir as condições oferecidas por cada instituição antes de fechar. A competição entre bancos e fintechs tende a beneficiar o trabalhador ao longo de 2025, quando a modalidade deve ganhar ainda mais adesão.
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A entrada do FGTS como garantia do consignado CLT chega em boa hora, prometendo finalmente redução nas taxas de juros e acesso mais fácil ao crédito para o trabalhador formal. Com informação e planejamento financeiro, esta pode ser uma ferramenta valiosa para equilibrar ou expandir o orçamento sem comprometer a renda.
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Várias instituições financeiras e fintechs já operam a modalidade, mas é importante consultar diretamente cada banco ou app para conferir se a oferta inclui o uso do FGTS como garantia.
Não há um valor mínimo definido por lei, mas é necessário ter saldo disponível para cobrir pelo menos a margem consignável pretendida e as condições estabelecidas pela instituição.
Em caso de inadimplência, a instituição solicita ao FGTS o bloqueio de até 10% do saldo ou da multa rescisória para abater o valor devedor, conforme regulamentação.
Sim, desde que a soma dos descontos em folha não ultrapasse o limite legal de 35% da sua renda líquida, incluindo todos os contratos consignados.
O CET engloba todas as taxas e encargos do empréstimo. Conferi-lo garante que você compare condições reais de custo entre diferentes instituições.
Sim. Use simuladores, compare ofertas e negocie com o banco para atingir a menor taxa dentro do seu perfil e saldo de FGTS disponível.
Em geral, todo o processo digital é concluído em poucos dias, desde a simulação até a liberação do crédito, dependendo da agilidade do app ou banco escolhido.