O índice de famílias brasileiras com algum tipo de dívida alcançou 78,4% em junho de 2025, segundo pesquisa recente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O número representa um leve aumento em relação ao mês anterior, quando 78,2% dos lares declaravam estar endividados. A pesquisa reforça o cenário de preocupação financeira no país, destacando o cartão de crédito como principal vilão do orçamento doméstico.
Neste artigo, você confere os principais dados do levantamento, as dívidas que mais pesam no bolso do brasileiro, o perfil dos mais afetados e dicas para escapar do endividamento. Continue lendo para entender os detalhes e as tendências que impactam milhões de famílias em todo o país.
O que você vai ler neste artigo:
Entre os principais responsáveis pelo endividamento, o cartão de crédito permanece no topo, atingindo 83,8% das famílias entrevistadas pela pesquisa. Na sequência aparecem os carnês, empréstimos pessoais, financiamentos imobiliários e de veículos, além do crédito consignado. Estes dados apontam para um padrão de consumo baseado em crédito rápido, porém caro, o que eleva o risco de inadimplência.
Esses números evidenciam a necessidade crescente de educação financeira e o perigo das taxas de juros elevadas, principalmente no uso desenfreado do cartão de crédito.
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Segundo a CNC, o grupo de famílias com renda entre três e cinco salários mínimos foi o mais impactado: por lá, o percentual de endividados saltou de 80,3% em maio para 80,9% em junho. Essa variação demonstra que a alta do endividamento não tem poupado nem camadas com renda intermediária, tornando o cenário ainda mais preocupante para a classe média.
A pesquisa, no entanto, traz um dado positivo: pela sexta vez consecutiva, o tempo médio das dívidas diminuiu. Atualmente, 32,2% das famílias estão comprometidas com valores superiores a um ano, menor patamar desde março de 2024. Isso indica uma tendência de procurar quitar as dívidas em prazos mais curtos, buscando alívio financeiro mais rapidamente.
Para os consumidores que buscam sair do vermelho, especialistas sugerem caminhos possíveis para retomar o controle das finanças. Priorizar a quitação de dívidas com os juros mais altos, como cartões de crédito e cheque especial, aparece no topo da lista.
O caminho para sair do endividamento exige disciplina e tempo, mas uma rotina de planejamento financeiro é essencial para que a recuperação seja possível.
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O aumento do endividamento das famílias brasileiras em junho de 2025 destaca a importância da educação financeira e do autocontrole no consumo. Embora a tendência de prazos mais curtos para quitação de dívidas seja um sinal positivo, a busca por crédito fácil ainda pesa no orçamento dos lares. Seguindo as dicas de especialistas e mantendo o foco em pagamentos prioritários, é possível reorganizar suas finanças e evitar novas armadilhas.
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Estar endividado é ter obrigações financeiras não quitadas que podem comprometer o orçamento mensal e gerar custos adicionais com juros.
O prazo médio das dívidas cai quando os consumidores procuram quitar compromissos mais rapidamente para reduzir os juros acumulados e aliviar o orçamento.
Carnês geralmente envolvem juros elevados e parcelas fixas, o que pode comprometer parte significativa da renda ao longo do tempo.
Entre em contato com o credor, apresente sua proposta de pagamento, solicite descontos ou prazo maior e formalize o acordo por escrito.
O crédito consignado oferece juros mais baixos, mas reduz sua renda líquida mensal e pode levar a novo endividamento se usado sem planejamento.
Fontes adicionais de renda permitem destinar valores extras ao pagamento de dívidas, diminuindo prazos e juros acumulados.