Os juros do rotativo do cartão de crédito seguiram uma escalada e alcançaram 449,9% ao ano em maio de 2025, de acordo com dados divulgados pelo Banco Central. O aumento reforça o alerta para o impacto do endividamento no bolso do consumidor brasileiro, principalmente em um cenário de crédito caro e poucas alternativas acessíveis.
O leitor vai conferir neste artigo detalhes atualizados sobre o comportamento das taxas do cartão de crédito, as mudanças estabelecidas por lei, comparativos com outras linhas, como cheque especial e crédito consignado, além de orientações de especialistas para quem precisa recorrer a empréstimos. Vale a pena se aprofundar para evitar surpresas desagradáveis e saber como agir diante da alta dos juros.
O que você vai ler neste artigo:
A taxa do rotativo, categoria que incide quando uma pessoa não paga o valor total da fatura e opta pelo pagamento mínimo, cresceu 5,7 pontos percentuais em relação a abril. Mesmo diante de novas regras para limitar o valor da dívida, as estatísticas oficiais apontam para valores que assustam. Afinal, em apenas 12 meses, uma dívida no cartão pode multiplicar por mais de cinco.
Por exemplo, quem devia R$ 800 em maio de 2024 pode chegar a um débito superior a R$ 4.300 um ano depois, caso não haja pagamento. Ainda que isso chame atenção, há ressalvas: o Banco Central explica que os percentuais divulgados não indicam necessariamente descumprimento da limitação do rotativo por parte dos bancos, já que representam uma projeção anualizada do juro aplicado mensalmente.
| Modalidade | Taxa anual (%) | Dívida inicial | Dívida após 1 ano |
|---|---|---|---|
| Cartão rotativo | 449,9% | R$ 800 | R$ 4.399,20 |
| Cheque especial | 134,7% | R$ 800 | R$ 1.877,60 |
| Consignado (INSS) | 24,3% | R$ 800 | R$ 995,10 |
Mesmo com o limite imposto pelo Conselho Monetário Nacional, que desde o início deste ano determina teto de 100% sobre o valor original da dívida, muitas pessoas sentem o impacto dos juros compostos em casos de atraso ou descuido com o pagamento da fatura.
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Enquanto o cartão lidera o ranking dos juros mais elevados, o cheque especial segue como a segunda linha de crédito mais onerosa. Em maio, sua taxa média recuou 2,7 pontos percentuais, chegando a 134,7% ao ano. O valor ainda é considerado elevado: uma dívida de R$ 800 pode ultrapassar R$ 1.800 em doze meses.
Para escapar dessas armadilhas, o consumidor deve ficar atento a opções mais baratas, caso precise de dinheiro. O empréstimo consignado segue sendo a alternativa de menor custo, sobretudo para beneficiários do INSS e servidores públicos, com taxas a partir de 24,3% ao ano.
Enquanto o cheque especial é uma linha automática vinculada à conta-corrente, cujos juros incidem imediatamente após o saldo ir ao negativo, o consignado exige que o pagamento das parcelas seja debitado diretamente da folha salarial ou benefício. Isso dá garantias ao banco, que, em troca, pode cobrar taxas menores. No setor privado, contudo, os juros do consignado podem alcançar até 55,6% ao ano, patamar ainda elevado, mas bastante inferior ao cartão.
Diante do cenário de altas taxas, a principal recomendação dos especialistas é evitar usar o rotativo ou o cheque especial para rolar dívidas por tempo prolongado. Sempre que possível, renegocie saldos atrasados e priorize o pagamento integral da fatura. Na ausência de reservas, vale recorrer a linhas como o consignado ou empréstimos pessoais com garantia.
Além disso, é importante comparar os custos no momento de recorrer ao crédito. Tabelas como a apresentada acima ajudam a dimensionar o quanto o consumidor pode pagar a mais caso opte pelo caminho mais caro. Informações detalhadas e atualizadas ajudam o brasileiro a fugir das armadilhas dos juros abusivos.
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O aumento dos juros no cartão de crédito reforça o desafio de controlar as contas em 2025. Buscar alternativas menos onerosas e se informar sobre direitos e deveres são passos decisivos para manter o equilíbrio financeiro diante do atual cenário de crédito no Brasil.
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O rotativo é acionado quando você paga apenas o valor mínimo da fatura; a partir do dia seguinte, incidem juros sobre o saldo restante.
Multiplique o saldo devedor pelo fator de juros mensal informado na fatura e aplique juros compostos a cada mês não pago.
Após a primeira parcela vencida, você pode negociar diretamente com a administradora em até 90 dias para solicitar condições especiais.
Sim. Você pode registrar reclamação no Banco Central e no Procon, apresentando extratos e contratos para comprovar cobrança elevada.
Compare as taxas anuais e o prazo de pagamento: cheque especial é automático e caro; empréstimo pessoal costuma ter juros menores e prazos definidos.
No consignado, as parcelas são debitadas direto da folha, reduzindo o risco de inadimplência e, consequentemente, os juros cobrados.