A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em maio de 2025, atingindo um dos patamares mais baixos dos últimos dez anos. O recuo representa sinal claro de reaquecimento do mercado de trabalho formal, refletido no número recorde de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que agora soma 39,8 milhões de pessoas, segundo o IBGE.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta sexta-feira, detalhando uma conjuntura positiva para trabalhadores brasileiros e empresas que buscam mão de obra qualificada. Para entender melhor o cenário, confira a análise dos indicadores mais relevantes deste trimestre e o que esperar do mercado de trabalho nos próximos meses.
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No trimestre findo em maio, aproximadamente 6,8 milhões de brasileiros estavam sem emprego. O resultado representa queda de 8,6% em relação ao trimestre anterior e retração ainda maior, de 12,3%, frente ao mesmo período de 2024. O avanço não para aí: o nível de ocupação de pessoas em idade ativa subiu para 58,5%, crescimento de 0,6 ponto percentual na comparação trimestral.
Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, este é um dos melhores cenários do mercado de trabalho nacional nos últimos dez anos. Ele destaca a redução do número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego —, que chegou a 2,89 milhões, menor índice desde 2016. “O recuo dos desalentados está relacionado à melhora das oportunidades percebidas. Mais gente está procurando emprego porque acredita nas chances reais de colocação”, apontou o especialista em nota oficial.
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O total de empregados formais no setor privado atingiu um recorde histórico de 39,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada, alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior e avanço expressivo de 3,7% frente aos valores de 2024. Esse movimento demonstra aumento da estabilidade trabalhista e maior proteção social para dezenas de milhões de brasileiros.
Em contrapartida, a informalidade, faixa importante do mercado de trabalho composto por autônomos e pessoas sem carteira assinada, recuou para 37,8%. Isso significa que 39,3 milhões seguem em situação informal, mas já representa redução significativa quando olhamos os 38,6% do mesmo período do ano passado.
Entre os segmentos analisados, o grupo “Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais” puxou a alta na ocupação, resultado típico do início do ano letivo e da intensificação da contratação de profissionais de apoio às instituições públicas.
Outro indicador relevante destaca o rendimento médio mensal dos trabalhadores, que ficou em R$ 3.457 — valor estável em relação ao trimestre anterior e 3,1% superior à mesma etapa de 2024. Mas o que mais chama a atenção é a massa de rendimentos habitual, que atingiu R$ 354,6 bilhões, maior valor já registrado pelo IBGE.
Esse crescimento se explica pela maior quantidade de pessoas ativas no mercado, expandindo a base de contribuintes para a Previdência Social. O volume de contribuintes bateu recorde e chegou a 68,3 milhões de trabalhadores no país, reforçando a sustentabilidade dos sistemas previdenciários e os efeitos positivos do mercado aquecido.
A taxa de desocupação, usada como uma das principais referências do estado da economia brasileira, é calculada considerando a proporção de pessoas sem trabalho em relação à força de trabalho total (soma de pessoas ocupadas e desocupadas). Os dados da PNAD Contínua também incluem informações sobre subutilização da força de trabalho, rendimento, entre outros pontos cruciais para avaliar tendências do emprego formal e informal.
Desta forma, a pesquisa do IBGE oferece um panorama fiel das condições do trabalhador brasileiro, apresentando as oscilações do mercado, avanços e desafios para o combate ao desemprego e à informalidade no Brasil.
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O recuo do desemprego para 6,2% em maio de 2025 revela fortalecimento do emprego formal, incremento da massa salarial e maior inclusão previdenciária. Mesmo com desafios persistentes, como o elevado número de trabalhadores informais, os dados refletem perspectivas otimistas para quem busca estabilidade e oportunidades de carreira no país.
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A redução da taxa de desemprego eleva a renda familiar, aumenta o consumo, reforça a arrecadação de tributos e impulsiona o crescimento do PIB.
Mesmo com vagas formais em expansão, fatores como falta de qualificação, alta carga tributária e rigidez trabalhista mantêm parte dos trabalhadores na informalidade.
O aumento da massa salarial eleva o número de contribuintes e o volume de recolhimentos, fortalecendo o financiamento da Previdência e sua sustentabilidade.
Os segmentos de administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais tiveram forte ritmo de contratações, influenciados pelo início do ano letivo e necessidades de apoio.
Subutilização inclui pessoas desalentadas, subocupadas e em jornada insuficiente. É indicador-chave para medir capacidade ociosa e desafio extra ao desemprego.