O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) congelou 42% do orçamento de 2025 do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). Dos R$ 1,060 bilhão aprovados, R$ 354,6 milhões foram bloqueados e R$ 90,5 milhões contingenciados, sem aviso prévio ao setor. Esse congelamento, ocorrido em 19 de junho, pode impactar diretamente os produtores rurais, que já enfrentam desafios financeiros.
O que você vai ler neste artigo:
Os cortes no orçamento do PSR são vistos como um retrocesso para o setor agrícola. O programa é vital para ajudar os agricultores a proteger suas produções com custos reduzidos. Contudo, os bloqueios e contingenciamentos indicam que as despesas ultrapassaram o teto de gastos, com pouca esperança de reversão.
O PSR subsidia parte do custo do seguro para os produtores, incentivando a contratação de apólices. Isso é crucial em um cenário de instabilidades climáticas, onde os riscos para a agricultura são elevados. Sem esse suporte, muitos agricultores podem se ver incapazes de proteger suas lavouras adequadamente.
Antônio Da Luz, economista-chefe da Farsul, aponta que o congelamento reflete uma tendência de má gestão do PSR, repetida desde o ano anterior. Em 2024, a execução do orçamento foi de apenas 62,37% do aprovado. Este ano, no entanto, a execução está ainda mais baixa, atingindo apenas 6,67% até junho.
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O congelamento ocorre em um momento crítico, especialmente para os produtores gaúchos que enfrentam chuvas intensas. No Rio Grande do Sul, a contratação de apólices pelo PSR representa 20,82% do total, um número significativo que pode ser afetado negativamente.
O senador Luis Carlos Heinze manifestou preocupação, solicitando uma audiência com o titular do Mapa, Carlos Fávaro, para discutir a origem e as possíveis soluções para essa medida. As entidades que representam as seguradoras, como FenSeg e CNseg, também expressaram sua apreensão, destacando o risco de um retrocesso na política de proteção agroclimática.
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Com a área segurada já em queda, passando de 14 milhões para 7 milhões de hectares entre 2023 e 2024, a expectativa é de uma redução ainda maior para 2025, podendo ficar abaixo de 5 milhões de hectares. Isso representa um desafio significativo para a sustentabilidade da agricultura no país.
O cenário atual exige atenção redobrada dos gestores públicos para garantir que os produtores rurais tenham o suporte necessário para enfrentar os desafios climáticos e econômicos. Caso tenha gostado do conteúdo e queira ficar atualizado sobre temas relevantes como este, inscreva-se em nossa newsletter!
O congelamento pode dificultar a contratação de apólices de seguro, expondo os produtores a riscos climáticos sem a devida proteção financeira.
O PSR subsidia parte do custo do seguro para produtores, incentivando a proteção das lavouras contra riscos climáticos e instabilidades.
Com menos hectares segurados, a capacidade dos produtores de enfrentar desastres naturais e mudanças climáticas pode ser comprometida, afetando a produção sustentável.
Líderes políticos, como o senador Luis Carlos Heinze, expressaram preocupação e solicitaram discussões com o Ministério da Agricultura para buscar soluções.
A área segurada tem diminuído, passando de 14 milhões para 7 milhões de hectares entre 2023 e 2024, com previsão de queda adicional em 2025.