O debate sobre a empregabilidade no Paraná ganhou destaque durante a 2ª Conferência de Empregabilidade do Oeste do Paraná, realizada no dia 17 de outubro em Marechal Cândido Rondon. O evento, promovido pela Câmara Técnica de Empregabilidade do Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), reuniu cerca de 200 participantes, incluindo empresários, líderes e representantes de entidades, para discutir estratégias de fortalecimento do trabalho formal.
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Durante a conferência, foi revelado que mais de 30% dos beneficiários do Bolsa Família no Brasil podem estar recebendo o auxílio de forma indevida, o que afeta diretamente o chamado Custo Brasil. No Paraná, as inconsistências nos cadastros variam entre 30% e 40%, segundo dados apresentados no evento.
O secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Paulo Rogério do Carmo, destacou a existência de cerca de 23 mil vagas de emprego abertas no Paraná que não são preenchidas. Ele ressaltou a importância de parcerias com entidades como a Fiep para ampliar a qualificação profissional e tornar o mercado de trabalho mais acessível.
Flávio Furlan, presidente da Faciap, elogiou a iniciativa do POD e afirmou que a economia paranaense tem um desempenho superior ao de países como a China. Ele enfatizou a necessidade de conscientização da população sobre a importância do trabalho como pilar do desenvolvimento econômico.
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A programação da conferência incluiu oficinas e a apresentação de casos de sucesso, culminando com uma palestra de Danielle Diniz, do Great Place to Work (GPTW). Ela abordou as transformações no ambiente corporativo e a importância do sentimento de pertencimento para a valorização dos colaboradores.
Caroline Arnes, diretora da Fiep, destacou a necessidade de fortalecer o trabalho formal como meio de superar a dependência de auxílios. O Bolsa Família representa um custo anual de R$ 158 bilhões ao Brasil, atendendo mais de 20 milhões de famílias. Ela defendeu o cruzamento de dados fiscais para identificar possíveis pagamentos indevidos e garantir que o benefício chegue a quem realmente precisa.
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Arnes também comparou o valor médio do Bolsa Família com o piso salarial da indústria no Paraná, que é de R$ 2.123, destacando os benefícios da formalização do trabalho, como aposentadoria, férias e plano de saúde.
Em suma, a conferência trouxe à tona a importância do trabalho formal e a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir que os benefícios sociais sejam direcionados a quem realmente precisa. Para mais informações e atualizações sobre o tema, não deixe de se inscrever em nossa newsletter.
O objetivo foi discutir estratégias para fortalecer o trabalho formal e abordar desafios como a qualificação profissional e o impacto de auxílios sociais no Custo Brasil.
Participaram empresários, líderes, representantes de entidades e cerca de 200 pessoas interessadas no fortalecimento do trabalho formal.
O trabalho formal é visto como um pilar do desenvolvimento econômico, oferecendo benefícios como aposentadoria, férias e plano de saúde.
Destaques incluíram debates sobre inconsistências no Bolsa Família, a importância da qualificação profissional e as transformações no ambiente corporativo.
Desafios incluem a alta taxa de inconsistências nos cadastros do Bolsa Família e a necessidade de qualificação para preencher as 23 mil vagas de emprego abertas no Paraná.