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Banco Central prepara sistema avançado para rastrear dinheiro de golpes no Pix em 2025

Info Financeira em 16 de junho de 2025 às 12:15

A partir de 2025, o Banco Central promete endurecer ainda mais o combate aos golpes via Pix com o lançamento de uma ferramenta moderna para rastrear transferências fraudulentas. O novo sistema, batizado de MED 2.0 (Mecanismo Especial de Devolução), permitirá ao órgão mapear o caminho do dinheiro em até cinco níveis de contas. Hoje, o rastreamento é limitado, o que dificulta a recuperação para quem sofre golpes virtuais. A mudança busca atender à crescente onda de tentativas de golpes no ambiente digital, tornando o sistema Pix e suas devoluções mais eficazes. Saiba a seguir como vão funcionar as novidades, o que muda na contestação e quais os desafios enfrentados pelo Banco Central.

Entenda como será possível acompanhar, em detalhes, o percurso das transferências suspeitas, quais bancos já oferecem facilidades de contestação e o que muda na transparência para quem foi vítima de fraude. Continue a leitura para ficar por dentro de todas as atualizações que podem proteger seu dinheiro.

MED 2.0: rastreamento ampliado para devolver dinheiro de golpes no Pix

Um dos maiores obstáculos no enfrentamento das fraudes do Pix é a pulverização rápida dos valores roubados entre diversas contas, dificultando o bloqueio e devolução. Com pouco mais de 31% dos pedidos de estorno aceitos e menos de 7% do valor total desviado recuperado desde o lançamento do sistema, o Banco Central identificou que o principal entrave era o limite do rastreio apenas até a primeira conta destinatária.

Com o MED 2.0, previsto para o primeiro trimestre de 2026, a autoridade monetária vai rastrear o dinheiro em até cinco transferências sucessivas. Assim, ficará muito mais difícil para criminosos se aproveitarem da velocidade do Pix para disfarçar o paradeiro do dinheiro roubado, ainda que usem contas de laranjas ou façam várias divisões do valor.

Por que o novo sistema demorou para chegar?

Desenvolver o MED 2.0 exigiu estudos profundos sobre o comportamento das quadrilhas e os limites técnicos para monitorar transações em tempo real de mais de 800 instituições financeiras conectadas ao Pix. A complexidade operacional e tecnológica é o fator que adiou o lançamento do sistema, com promessa de mudar o cenário em 2025.

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Contestação digital e comunicação direta via aplicativos

Enquanto o MED 2.0 não entra em vigor, já há novas medidas para facilitar a vida de quem precisa contestar um Pix fraudulento. Os bancos devem implementar, até 1º de outubro, uma função “autoatendimento” que permite ao consumidor abrir contestação direto pelo aplicativo. Anteriormente, a denúncia dependia da intermediação e avaliação inicial do próprio banco, processo que muitas vezes atrasava a análise e favorecia a dispersão dos valores pelos criminosos.

Como funciona na prática essa novidade?

Bancos como o Bradesco já oferecem o recurso: o cliente acessa o extrato, seleciona a transação suspeita e pode iniciar a contestação do Pix com poucos cliques, informando o motivo e adicionando uma descrição do ocorrido. O sistema, então, orienta sobre etapas, prazo para resposta e possibilidade de documentação complementar — tudo 100% digital.

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O que muda para o consumidor vítima de fraude?

Com as novidades, o consumidor ganha em agilidade e clareza. Quando uma contestação é feita, o banco deve oferecer informações claras sobre o passo a passo, os tipos de golpe, e garantir que o pedido seja registrado com data, protocolo e prazo máximo de resposta. Caso o relato seja aceito, existe um prazo de até 11 dias para a devolução dos valores — parcial ou total — desde que haja saldo em conta do recebedor.

Também cabe ao banco notificar a instituição da conta suspeita e, caso necessário, acionar os mecanismos antifraude previstos pelo Banco Central. A colaboração entre bancos, fintechs e a autarquia tem papel central para bloquear as chamadas “contas laranja” e evitar a reincidência dos golpes digitais.

Desafios e expectativas para o futuro das devoluções do Pix

Especialistas do setor financeiro afirmam que o rastreamento aprofundado no MED 2.0 pode elevar os índices de recuperação das fraudes, atualmente abaixo do esperado. Estudos sugerem potencial aumento nas devoluções, podendo atingir até 80% dos casos. Porém, parte do dinheiro pode ainda escapar devido à criatividade dos criminosos, que utilizam diferentes táticas, como transferências rápidas e uso de criptomoedas.

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Apesar das limitações, as instituições financeiras, em parceria com o Banco Central, estão cada vez mais preparadas para enfrentar golpes digitais, apostando em ferramentas de automação, inteligência artificial e fluxos de contestação intuitivos para proteger o bolso dos brasileiros.

Com tantos avanços previstos, o futuro das devoluções de golpes no Pix parece mais seguro e transparente. Se você gostou deste conteúdo sobre rastreamento de dinheiro em fraudes do Pix, aproveite para assinar nossa newsletter e receber as notícias mais importantes do universo financeiro diretamente no seu e-mail.

Perguntas frequentes

Quando o MED 2.0 entrará em operação?

O MED 2.0 está previsto para ser implementado no primeiro trimestre de 2026, segundo o Banco Central.

Como acionar a contestação de um Pix diretamente pelo aplicativo?

Basta acessar o extrato, selecionar a transação suspeita e iniciar o processo de contestação informando o motivo e detalhes do golpe.

Qual o prazo máximo para devolução dos valores após contestação?

O banco tem até 11 dias úteis para devolver, total ou parcialmente, os valores contestados, desde que haja saldo na conta do recebedor.

O que ocorre se a conta destinatária não tiver saldo suficiente?

Nesse caso, a devolução fica suspensa até que haja saldo ou se utilize outros meios legais para bloqueio e ressarcimento.

Como o MED 2.0 dificulta o uso de contas ‘laranja’ pelos golpistas?

Ao rastrear o dinheiro em até cinco níveis de transações, o sistema identifica rapidamente movimentações suspeitas mesmo quando os valores são divididos em várias contas.

Quais bancos já oferecem a função de contestação digital no Pix?

Instituições como Bradesco, Itaú e outros grandes bancos já disponibilizam o recurso de contestação direta pelo app, com prazos e protocolos automatizados.

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