As altas taxas de juros em empréstimos consignados com garantia do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) têm gerado preocupação entre os trabalhadores brasileiros. O deputado federal Alfredo Gaspar (União – Alagoas) propôs o Projeto de Lei 2549/2025, buscando estabelecer um limite para essas taxas.
A legislação vigente, atualizada pela Medida Provisória nº 1.292/2025, permite que trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) contratem empréstimos com garantia do FGTS. A proposta de Gaspar introduz um teto para os juros, vinculado à taxa Selic acrescida de até 3,5 pontos percentuais anuais.
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O comitê gestor responsável definirá trimestralmente a taxa máxima permitida para as operações de crédito consignado com FGTS. Com a Selic atualmente em 14,75% ao ano, o teto seria de 18,25% ao ano, ou cerca de 1,40% ao mês.
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Gaspar argumenta que, devido à forte garantia — o saldo do FGTS e a multa rescisória em caso de demissão —, o risco para os bancos é praticamente eliminado. Assim, não há justificativa para taxas abusivas. A proposta visa corrigir essa distorção, similar ao que já ocorre com o consignado para aposentados do INSS.
O projeto também visa reforçar a segurança jurídica das operações, exigindo que sejam formalizadas por meio de uma plataforma eletrônica oficial. Isso assegura a autenticidade e a validade dos contratos digitais.
As recentes alterações nas regras do consignado com FGTS, implementadas pelo governo, não incluíram mecanismos de proteção ao consumidor contra a cobrança de juros. O projeto de Gaspar surge como uma resposta a essa lacuna.
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O PL 2549/2025 segue agora para análise nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. A proposta busca garantir crédito acessível e justo para os trabalhadores, promovendo responsabilidade e respeito.
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É um tipo de empréstimo em que o trabalhador utiliza o saldo do FGTS como garantia para obter crédito com taxas de juros geralmente mais baixas.
Trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) podem contratar esse tipo de empréstimo.
A taxa Selic serve como base para o cálculo dos juros, sendo acrescida de até 3,5 pontos percentuais para determinar o teto máximo.
O teto visa proteger os trabalhadores de taxas abusivas, garantindo crédito mais acessível e justo.
O projeto exige que os contratos sejam formalizados por meio de uma plataforma eletrônica oficial, assegurando autenticidade e validade.