O cuidado e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) têm ganhado destaque nas políticas públicas federais. Com iniciativas que vão desde salas multissensoriais em agências do INSS até programas de acolhimento em aeroportos, o governo busca atender essa população com ações específicas.
Recentemente, algumas campanhas de desinformação têm circulado, alegando que o governo não reconhece o autismo como deficiência. No entanto, a Lei n° 13.146/2015, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, confirma esse reconhecimento, assim como a Lei 12.764/2012, que estabelece a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.
O Decreto 12.411/2025 reforça o compromisso do governo, garantindo representação das pessoas com TEA no Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade). Este órgão é responsável por acompanhar e avaliar políticas de inclusão, educação, saúde, trabalho e outras áreas voltadas para essa população.
Outro ponto importante é o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que contempla deficiências leves e é pago a pessoas com deficiência ou idosos que não têm condições de se sustentar. As novas regras asseguram que, mesmo que outra pessoa no domicílio já receba o BPC, isso não impactará no cálculo da renda per capita para concessão do benefício.
O plano Novo Viver Sem Limite é uma das principais ações do governo, prevendo, por exemplo, o custeio mensal para atendimento a pessoas com autismo nos serviços da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD) do Ministério da Saúde. A capacitação de profissionais de segurança pública também é um foco, visando um atendimento mais adequado a pessoas com deficiências psicossociais.
O Programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista nos aeroportos é outra iniciativa significativa. A previsão é de que 20 salas multissensoriais sejam implantadas em aeroportos e aeródromos regionais, oferecendo estímulos sensoriais para promover relaxamento e bem-estar.
O INSS também está implementando salas multissensoriais em suas agências, com previsão de inaugurar 15 salas inicialmente. Esses espaços são adaptados para oferecer um ambiente mais confortável e tranquilo, com brinquedos, livros, iluminação regulável e itens sensoriais. Onde não há espaço, kits itinerantes estão sendo usados para apoio aos segurados.
A Secretaria Nacional de Paradesporto (SNPAR) atualizou o programa TEAtivo, criando núcleos especializados de convivência social e práticas esportivas para pessoas com TEA. O programa será viabilizado com recursos do governo e emendas parlamentares, focando no desenvolvimento global dessa população.
Por fim, o Ministério da Saúde revisou diretrizes para atendimento de pessoas com TEA, incluindo incentivos financeiros para Centros Especializados em Reabilitação (CER) que atendem essa população.
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As políticas públicas incluem salas multissensoriais no INSS, o plano Novo Viver Sem Limite, e o Programa de Acolhimento em Aeroportos, entre outras iniciativas.
O BPC é um benefício pago a pessoas com deficiência ou idosos que não podem se sustentar, incluindo autistas, sem impacto no cálculo da renda per capita do domicílio.
O governo está implementando o Programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista, com a criação de salas multissensoriais para relaxamento e bem-estar.
O TEAtivo é um programa da Secretaria Nacional de Paradesporto que promove a inclusão social e esportiva de pessoas com TEA, através de núcleos especializados de convivência.
O Ministério da Saúde revisou diretrizes incluindo incentivos financeiros para Centros Especializados em Reabilitação que atendem pessoas com TEA.