O Conselho Monetário Nacional (CMN) anunciou, na última quinta-feira (27), novas diretrizes que ampliam a flexibilidade dos investimentos realizados por fundos de pensão. Essas mudanças surgem como resposta a solicitações antigas de grandes entidades como Previ, Petros, Funcef e Postalis, que, no ano passado, levaram suas preocupações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A nova resolução permite que os fundos de pensão ampliem o leque de investimentos, enquanto impõe regras mais rígidas para a alocação em Fundos de Investimento em Participações (FIPs). Esses fundos foram foco da Operação Greenfield em 2016, que revelou desvios significativos de recursos.
Anteriormente, fundos de pensão podiam alocar até 15% de seus portfólios em FIPs. Agora, esse limite foi reduzido para 10%. Além disso, as novas diretrizes proíbem que fundos de pensão sejam os únicos cotistas de FIPs e exigem que esses fundos tenham regras claras sobre a limitação da responsabilidade dos cotistas.
O CMN agora permite que fundos de pensão invistam em debêntures de infraestrutura com incentivo fiscal, o que pode proporcionar prêmios mais altos aos investidores. Essa mudança busca fomentar o financiamento de projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
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Além das debêntures, a nova resolução inclui ativos como Fiagro, Créditos de Descarbonização (Cbios) e créditos de carbono. No entanto, continua proibido o investimento em criptoativos devido à falta de regulamentação pelo Banco Central e à alta volatilidade desse mercado.
Outra mudança importante foi a revogação da norma que obrigava fundos de pensão a se desfazerem de investimentos diretos em imóveis até 2030. Atualmente, os fundos possuem R$ 36 bilhões em imóveis, representando 3,21% do portfólio total de R$ 1,3 trilhão.
O diretor-superintendente da Previc, Ricardo Pena, destacou que novos investimentos deverão seguir análises de risco rigorosas e respeitar normas de governança. O objetivo é garantir a segurança dos participantes dos fundos e dos próprios investimentos.
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As novas regras do CMN para fundos de pensão visam oferecer maior flexibilidade e segurança, enquanto respondem a preocupações de longa data do setor. Essa flexibilização pode abrir novas oportunidades de investimento, mas exige uma governança sólida para mitigar riscos. Se você achou este conteúdo útil, inscreva-se em nossa newsletter para receber mais informações e análises sobre o mercado financeiro.
Os fundos de pensão agora têm um limite de 10% para alocação em FIPs e não podem ser os únicos cotistas desses fundos.
Não, os investimentos em criptoativos continuam proibidos devido à falta de regulamentação e à alta volatilidade do mercado.
A norma que obrigava os fundos de pensão a se desfazerem de investimentos diretos em imóveis até 2030 foi revogada, permitindo a manutenção desses ativos.
As novas regras exigem análises de risco rigorosas e o cumprimento de normas de governança para garantir a segurança dos participantes e dos investimentos.
As debêntures de infraestrutura oferecem prêmios mais altos aos investidores e são incentivadas fiscalmente, fomentando o financiamento de projetos do PAC.