A medida provisória sobre crédito consignado para trabalhadores do setor privado está prestes a ser enviada ao Congresso, logo após o Carnaval. A iniciativa tem como objetivo permitir que trabalhadores com carteira assinada troquem suas dívidas caras por outras com juros mais acessíveis, em um prazo inicial de 90 dias.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que a proposta tem potencial para beneficiar até 42 milhões de brasileiros, oferecendo um empréstimo consignado com taxas de juros mais baixas para o setor privado. Atualmente, essa modalidade de crédito está disponível apenas para empresas que possuem convênios com bancos.
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O crédito consignado é descontado diretamente da folha de pagamento do trabalhador, o que reduz o risco para os bancos e, consequentemente, as taxas de juros. Essa modalidade é amplamente utilizada por servidores públicos e aposentados do INSS, mas agora será expandida para trabalhadores do setor privado.
Com o novo sistema, os trabalhadores poderão acessar o consignado por meio de uma plataforma baseada no e-Social, que integra informações de empregados e empresas. Isso permitirá que os bancos façam propostas diretamente aos trabalhadores interessados, sem necessidade de intermediação da empresa empregadora.
O empréstimo poderá ser mantido mesmo que o trabalhador mude de emprego, o que reduz o risco para as instituições financeiras. As condições de garantia permanecem semelhantes ao modelo atual, permitindo o desconto de até 30% do salário e 10% do saldo do FGTS.
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De acordo com Rubens Neto, especialista em crédito consignado da Crédito Popular, o sucesso da medida dependerá da sua disseminação por meio dos correspondentes bancários. Isso garantiria que todos os trabalhadores com carteira assinada tivessem acesso ao novo crédito.
O governo acredita que a iniciativa, parte de um conjunto de reformas estruturais, ampliará significativamente o acesso ao crédito para trabalhadores formais do setor privado. A expectativa é que a medida ajude a aliviar o endividamento e ofereça melhores condições de crédito aos trabalhadores.
Ao contrário dos empréstimos consignados para aposentados do INSS, que possuem um teto de juros de 1,80% ao mês, o novo consignado para trabalhadores do setor privado não terá um teto definido. Isso ocorre em um momento em que a taxa Selic, a taxa básica de juros, foi elevada de 12,25% para 13,25% em janeiro.
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O governo ainda precisa regulamentar a medida e definir as regras específicas para o novo consignado privado. Com isso, espera-se que a proposta seja aprovada e implementada, trazendo alívio financeiro a milhões de trabalhadores brasileiros.
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O crédito consignado é um tipo de empréstimo onde as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento ou benefício do contratante, geralmente oferecendo taxas de juros mais baixas.
Trabalhadores do setor privado com carteira assinada poderão acessar o novo consignado privado, desde que suas empresas estejam integradas ao e-Social.
O consignado privado oferece a possibilidade de trocar dívidas caras por outras com juros mais baixos, além de manter o empréstimo mesmo com mudança de emprego.
As taxas de juros do consignado privado não possuem um teto definido, ao contrário do consignado para aposentados do INSS, o que significa que podem variar conforme a política de cada banco.
Espera-se que a medida amplie o acesso ao crédito para trabalhadores do setor privado, ajudando a aliviar o endividamento e a oferecer melhores condições de crédito.