O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja lançar uma medida provisória após o Carnaval. Essa MP estabelecerá novas regras para o crédito consignado destinado aos trabalhadores formais, registrados sob a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), com o objetivo de reduzir as taxas de juros.
Haddad destacou que aposentados e funcionários públicos já usufruem dessa modalidade de financiamento com vantagens há anos, enquanto os trabalhadores do setor privado ficaram “desprovidos” de uma linha de crédito mais acessível.
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O ministro explicou que, com a implementação técnica através do e-Social, será possível garantir a consignação privada. “Isso vai ajudar muita gente a pagar menos juros, porque hoje, por necessidade, muitos recorrem a um crédito muito caro. Isso vai mudar”, afirmou Haddad durante um evento na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.
Dentro de 90 dias, trabalhadores do setor privado poderão substituir um “crédito caro” por um “crédito barato”. Haddad afirmou que, após esse período, o acesso será universalizado.
No crédito consignado, as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento ou benefícios, tornando a operação mais segura para os bancos em caso de inadimplência. Essa modalidade é voltada principalmente para funcionários públicos e beneficiários do INSS, que têm uma renda mensal garantida.
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Em dezembro de 2024, a taxa média de juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado era de 40,8% ao ano, comparada a 23,8% para funcionários públicos e 21,9% para aposentados e pensionistas do INSS, segundo dados do Banco Central.
Haddad acredita que as novas regras permitirão que as taxas de juros para trabalhadores da iniciativa privada caiam pela metade, criando um produto financeiro forte para esse grupo.
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Haddad também abordou o saque-aniversário do FGTS, implementado no governo de Jair Bolsonaro, que permite aos trabalhadores sacar parte do fundo no mês do aniversário. Ele alertou que essa opção pode induzir as pessoas ao erro, especialmente quando combinada com o crédito consignado.
O saque-aniversário impede o trabalhador de receber o saldo total do FGTS em caso de demissão, exceto os 40% de multa por demissão sem justa causa. Além disso, quem opta pelo saque-aniversário e possui crédito consignado perde o direito de sacar o saldo total por dois anos após a rescisão.
Haddad afirmou que as novas regras do consignado privado tornarão essa modalidade mais atraente, preservando a poupança dos trabalhadores e evitando perdas significativas de recursos para os bancos.
Embora o governo não pretenda alterar o saque-aniversário, o objetivo é oferecer uma linha de crédito consignado mais atrativa, com uma regra de transição para aqueles que ficaram com dinheiro retido.
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Trabalhadores formais do setor privado, registrados sob a CLT, serão os principais beneficiados pela nova medida provisória.
A medida provisória visa reduzir pela metade as taxas de juros do crédito consignado para trabalhadores do setor privado.
No crédito consignado, as parcelas são descontadas diretamente na folha de pagamento, o que reduz o risco de inadimplência e geralmente oferece taxas de juros mais baixas.
O Saque-Aniversário é uma modalidade de saque do FGTS que permite ao trabalhador retirar uma parcela anual do saldo do Fundo no mês do seu aniversário.
Optar pelo saque-aniversário pode impedir o trabalhador de acessar o saldo total do FGTS em caso de demissão, especialmente se ele possuir crédito consignado.