A fintech Jeitto, focada em microcrédito para as classes C, D e E, anunciou a aquisição da Pilla, uma empresa especializada em crédito consignado privado. As negociações começaram no segundo semestre do ano passado e envolveram transações em dinheiro e troca de ações, embora os valores não tenham sido divulgados. Os fundadores da Pilla, Henrique Soares e Renatto Machado, permanecerão na empresa como diretores do Jeitto.
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Fernando Silva, CEO do Jeitto, destacou que a expansão para o crédito consignado privado era uma das principais metas da fintech. Com 50% dos 10 milhões de clientes do Jeitto trabalhando sob o regime da CLT, a aquisição da Pilla veio em um momento estratégico. “Começamos a conversar com a Pilla, que estava buscando um investidor para crescer, e percebemos que poderíamos avançar juntos”, comentou Fernando.
Fundada em 2021, a Pilla iniciou suas atividades como uma consultoria financeira para funcionários de empresas, ajudando na renegociação de dívidas e oferecendo crédito por meio da antecipação salarial. Atualmente, a startup atende 75 mil colaboradores de 40 empresas, incluindo grandes corporações como a RD Saúde.
Com a iminente chegada do eConsignado, plataforma do Governo Federal que integrará dados de bancos privados ao sistema eSocial, tanto Jeitto quanto Pilla estão otimistas com o potencial de crescimento do mercado de crédito consignado privado. Segundo o Jeitto, o mercado pode crescer até 20 vezes nos próximos anos, atingindo o nível do setor público.
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Desde sua fundação em 2014, o Jeitto tem se destacado por usar dados alternativos para avaliar clientes, como informações sobre o aparelho celular e plano de telefonia. A fintech já opera em países emergentes como Nigéria e México, e utiliza mais de 800 variáveis, além de inteligência artificial, para fornecer empréstimos de R$ 50 a R$ 3.000.
Em 2024, a fintech cresceu 82%, alcançando um faturamento de R$ 800 milhões. No entanto, devido à alta da Selic, o Jeitto ajustou suas expectativas de faturamento para R$ 1,1 bilhão neste ano. “Decidimos focar na rentabilidade e atingimos o breakeven no final deste ano. Continuaremos crescendo, mas com atenção à geração de caixa”, afirmou Fernando.
Desde sua criação, o Jeitto recebeu dois aportes significativos: em 2019, o Banco Master adquiriu uma participação não divulgada na empresa, e em 2022, a fintech levantou R$ 15 milhões em uma rodada série A com a Rise Ventures. O Jeitto está em busca de uma rodada série B, planejada para ser captada com o BTG, no valor de R$ 200 milhões. “Preferimos adiar a captação para conseguir um valuation maior”, explicou Fernando.
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O crédito consignado privado oferece taxas de juros mais baixas e pagamento facilitado com descontos diretamente na folha de pagamento.
A aquisição permite ao Jeitto expandir sua oferta de crédito consignado privado, beneficiando clientes com novas opções de financiamento e melhores condições de crédito.
Com a integração de dados através do eConsignado, o mercado de crédito consignado privado tem potencial para crescer até 20 vezes nos próximos anos, equiparando-se ao setor público.
A Jeitto utiliza dados alternativos, como informações sobre o aparelho celular e plano de telefonia, além de inteligência artificial, para avaliar a capacidade de crédito dos clientes.
A Jeitto recebeu aportes do Banco Master em 2019 e uma rodada série A de R$ 15 milhões em 2022 da Rise Ventures. A fintech está em busca de uma rodada série B com o BTG no valor de R$ 200 milhões.