O governo federal está propondo uma nova modalidade de crédito consignado privado, sem a imposição de um teto de juros. Esta proposta visa utilizar o sistema eSocial para facilitar a concessão do crédito, aumentando a segurança para os bancos. No entanto, a medida contraria a posição do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que defendia taxas reguladas, semelhante ao modelo do INSS.
O que você vai ler neste artigo:
A proposta do governo é que o eSocial seja a plataforma central para a oferta e contratação do crédito consignado privado. Isso permitiria que os trabalhadores comparassem taxas entre diferentes bancos. Além disso, o uso do FGTS como garantia e mudanças no saque-aniversário estão sendo discutidos separadamente.
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De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a mudança pode triplicar o saldo atual de crédito consignado no setor privado, elevando-o de R$ 39,7 bilhões para R$ 120 bilhões. O crédito consignado possui taxas mais baixas porque as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento, reduzindo o risco de inadimplência.
| Setor | Saldo em 2024 (R$ bilhões) | Taxa de juros ao ano (%) |
|---|---|---|
| Funcionalismo público | 365,4 | 23,8% |
| INSS | 270,8 | 21,9% |
| Setor privado | 39,7 | 40,8% |
Os bancos argumentam que o principal desafio do consignado privado é a pulverização do público-alvo, uma vez que os trabalhadores estão distribuídos em diferentes empresas, com perfis de risco variados. Além disso, a dependência de convênios bilaterais entre bancos e empregadores dificulta a portabilidade em caso de demissão.
Um dos pontos mais controversos da proposta é a ausência de um limite para os juros cobrados. No setor privado, os bancos defendem que a taxa seja livre, já que o risco de inadimplência varia conforme a empresa e o perfil do trabalhador.
O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que “um teto de juros poderia restringir a expansão do crédito”.
Para os bancos, além da ausência de limite para os juros, é essencial que o crédito possa ser contratado não apenas pelo eSocial, mas também pelos canais tradicionais das instituições financeiras.
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A proposta do consignado privado sem teto de juros será analisada pelo Congresso, onde pode sofrer modificações. A discussão deve ser intensa, especialmente devido à preocupação com o impacto da falta de limite de juros para os trabalhadores. Especialistas alertam que, sem um teto, há risco de que os bancos apliquem taxas elevadas, tornando a modalidade menos vantajosa do que outras opções de crédito.
Enquanto isso, o governo mantém o foco na ampliação do acesso ao crédito como parte de sua estratégia para estimular o consumo e a economia.
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O crédito consignado privado oferece taxas de juros mais baixas e pagamento facilitado com descontos diretamente na folha de pagamento.
O eSocial centraliza a oferta e contratação do crédito, permitindo que trabalhadores comparem taxas entre diferentes bancos, aumentando a transparência e competitividade.
Sem um limite de juros, há o risco de que bancos apliquem taxas elevadas, o que pode tornar o crédito menos vantajoso para trabalhadores.
Os bancos defendem que as taxas sejam livres, pois o risco de inadimplência varia conforme a empresa e o perfil do trabalhador.
A proposta será analisada pelo Congresso, onde poderá sofrer modificações, especialmente devido à preocupação com a ausência de um limite de juros.