O secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira, 14 de janeiro de 2025, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou tardiamente a proposta de mudança na aposentadoria dos militares. Segundo ele, o atraso comprometeu a aprovação das alterações no Congresso.
Durante o evento Onde Investir 2025, organizado pelo portal InfoMoney, Durigan comentou que, embora algumas medidas do pacote de cortes de gastos tenham sofrido modificações no Congresso, a limitação dos reajustes do salário mínimo ao marco fiscal compensou parte das perdas.
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Em novembro, foi revelado que o governo planejava estabelecer uma idade mínima de 55 anos para aposentadoria dos integrantes das Forças Armadas. Além disso, propôs a equalização das contribuições para o plano de saúde dos militares e o fim da chamada “morte ficta”, onde militares considerados inaptos para o serviço continuam a beneficiar seus familiares.
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Durigan destacou que a proposta dos militares foi enviada ao Congresso com atraso, prejudicando sua votação. “Nós demoramos um pouco no Executivo para mandar e não deu tempo de votar”, afirmou. O Fundo Constitucional do DF também enfrentou dificuldades, não obtendo aprovação.
O secretário comentou que a nova regra de reajuste do salário mínimo foi uma decisão difícil para o governo Lula, especialmente por ser um governo de esquerda. No entanto, justificou que a medida foi adotada em nome da responsabilidade fiscal, sendo a que mais gerou economia dentro do pacote fiscal.
A equipe econômica trabalha para manter as regras fiscais inalteradas até 2026. Em abril, houve ajustes na meta estabelecida para 2025, passando de um superavit primário de 0,5% do PIB para um equilíbrio entre receitas e despesas, sem incluir o pagamento dos juros da dívida pública. Há uma margem de tolerância para um deficit de 0,25%.
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Durigan afirmou que o Banco Central possui condições de continuar tomando decisões autônomas sobre a política monetária, ressaltando a confiança na nova diretoria nomeada no final do ano passado. Ele mencionou que o cenário externo contribui para o patamar elevado do dólar e que o volume de gastos públicos já está contratado até 2026.
Em suma, as discussões sobre as mudanças na aposentadoria dos militares e as implicações fiscais são complexas e requerem um equilíbrio entre responsabilidade fiscal e justiça social. Caso tenha achado o conteúdo interessante, inscreva-se em nossa newsletter para mais atualizações!
As mudanças incluem a fixação de uma idade mínima de 55 anos, equalização das contribuições para o plano de saúde e o fim da ‘morte ficta’.
O atraso ocorreu devido à demora do Executivo em enviar a proposta ao Congresso, comprometendo a sua votação.
O reajuste do salário mínimo foi uma decisão difícil, mas necessária para a responsabilidade fiscal, gerando economia no pacote fiscal do governo.
O Banco Central continua tomando decisões autônomas sobre a política monetária, com confiança na nova diretoria nomeada.
O governo trabalha para manter as regras fiscais inalteradas até 2026, com uma margem de tolerância para um déficit de 0,25%.