O ano de 2024 trouxe uma série de desafios para a economia brasileira, impactando diretamente o desempenho do Ibovespa, que se encaminha para a pior performance desde 2021. Diante de uma política monetária contracionista e um cenário externo desfavorável para mercados emergentes, os ativos de risco sofreram significativa deterioração. Vamos explorar os principais fatores que moldaram o cenário econômico deste ano.
O que você vai ler neste artigo:
A economia brasileira surpreendeu com um crescimento mais robusto do que o esperado, impulsionado por um mercado de trabalho resiliente. O Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimentos de 1% no primeiro trimestre, 1,4% no segundo e 0,9% no terceiro trimestre. A taxa de desemprego atingiu mínimas históricas, de 6,1% em novembro, segundo o IBGE. Esse cenário de crescimento e um mercado de trabalho aquecido contribuíram para a pressão inflacionária ao longo do ano.
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A inflação foi uma das principais preocupações em 2024, com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulando alta de 4,29% no ano. Este valor ultrapassou a meta do Conselho Monetário Nacional, forçando o Comitê de Política Monetária (Copom) a retomar o ciclo de alta da Selic, que terminou o ano em 12,25%. As expectativas são de novos aumentos em 2025.
Em janeiro de 2024, o Banco Central recebeu novos diretores indicados pelo governo, incluindo Paulo Picchetti e Rodrigo Alves Teixeira. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, foi substituído por Gabriel Galípolo, que deve liderar a instituição até 2028. As decisões do BC, especialmente em relação à Selic, foram fortemente influenciadas pelos novos membros indicados pelo governo.
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A percepção negativa sobre as contas públicas e o pacote de corte de gastos anunciado pelo governo federal em novembro afetaram a confiança do mercado. O dólar superou R$6, impulsionado por intervenções do Banco Central e um cenário global adverso. A dívida pública bruta do Brasil alcançou 77,7% do PIB, representando um desafio significativo para a política fiscal do governo.
Ao longo de 2024, os economistas ajustaram suas projeções para diversos indicadores macroeconômicos, exceto para o crescimento econômico, que se manteve acima das expectativas. Com a entrada de novos diretores no Banco Central e a continuidade do aumento da Selic, o mercado aguarda um 2025 repleto de desafios, especialmente no controle da inflação e na gestão das contas públicas.
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Os principais desafios incluíram a deterioração dos ativos de risco, pressão inflacionária, aumento da Selic e situação fiscal adversa.
O mercado de trabalho resiliente contribuiu para o crescimento econômico e pressão inflacionária ao longo do ano.
As mudanças no Banco Central, incluindo novos diretores, influenciaram decisões importantes, como o aumento da Selic.
A percepção negativa sobre as contas públicas e o pacote de corte de gastos elevaram o dólar acima de R$6.
As expectativas incluem novos desafios no controle da inflação e gestão das contas públicas, com possíveis aumentos da Selic.