As discussões sobre a centralização da concessão e manutenção de aposentadorias e pensões no serviço público federal serão prorrogadas até 31 de dezembro de 2025. A portaria Nº 9.538, assinada pela ministra Esther Dweck, da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (17/12).
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A centralização da gestão previdenciária no serviço público federal é vedada pela Constituição Federal, conforme o artigo 40, inciso 20. No entanto, a prorrogação desta terça não foi o primeiro adiamento deste processo pelo atual governo federal.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi proposto como o gestor dos regimes previdenciários da União em um projeto de lei complementar encaminhado ao Congresso em 2021 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A centralização, portanto, busca consolidar a gestão desses benefícios sob a alçada do INSS.
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A prorrogação da centralização gradual da concessão e gestão das aposentadorias federais foi criticada por Leonardo Rolim, consultor de Orçamento da Câmara. Rolim, que presidiu o INSS em 2020, argumenta que a descentralização previdenciária na União passa um mau exemplo aos estados e municípios.
Segundo Rolim, o regime descentralizado das aposentadorias e pensões federais pode prejudicar o processo de compensação previdenciária, gerando perda de receita para a União. “O servidor federal aposentado pode ter contribuição previdenciária em regime estadual ou municipal, por exemplo. Na aposentadoria, a Constituição prevê compensação previdenciária, mas essa compensação é prejudicada pela descentralização”, explica Rolim.
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Em outubro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que suspendia a centralização da concessão de aposentadorias e pensões de servidores federais no INSS. Em novembro último, o MGI suspendeu a centralização desses benefícios até 31 de dezembro deste ano.
O Correio entrou em contato com o Ministério da Gestão e Inovação para entender o motivo da prorrogação da centralização da concessão e gestão de aposentadorias e pensões federais. Até a publicação da reportagem, o órgão não respondeu.
O tema da centralização é delicado e envolve não apenas questões administrativas, mas também financeiras e de governança. A continuidade dessas discussões até 2025 demonstra a complexidade do assunto e a necessidade de um debate aprofundado sobre o melhor caminho para a gestão previdenciária no Brasil.
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A centralização pode melhorar a eficiência administrativa, reduzir custos operacionais e facilitar a compensação previdenciária entre diferentes regimes.
Críticos argumentam que a centralização pode ser vista como um mau exemplo para estados e municípios, além de potencialmente prejudicar a autonomia administrativa local.
O INSS é proposto como o gestor centralizado dos regimes previdenciários da União, consolidando a gestão desses benefícios sob sua alçada.
A descentralização pode dificultar a compensação previdenciária, gerando perda de receita para a União devido à complexidade de contribuições em diferentes regimes.
O governo ainda não divulgou uma resposta oficial sobre a prorrogação da centralização, indicando que o tema envolve questões complexas de governança e finanças.