O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou uma série de mudanças em suas regras operacionais para conter o aumento dos pedidos de benefícios. A decisão visa reduzir a fila de espera, que tem sido um desafio contínuo para a instituição.
Entre as principais mudanças, está a revisão do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), que agora exige maior produtividade dos servidores que trabalham remotamente. Eles terão que entregar 30% mais do que os funcionários que atuam presencialmente.
O que você vai ler neste artigo:
O aumento dos requerimentos iniciais de benefícios levou o INSS a reavaliar suas práticas. A instituição enfrenta dificuldades para reduzir a fila de espera dos segurados, especialmente após um aumento no número de pedidos e a greve dos servidores.
O presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, explicou que a capacidade operacional do órgão é limitada, e o crescimento no número de solicitações tem dificultado a análise dos pedidos. No início do ano, os novos pedidos eram cerca de 1 milhão por mês, mas entre julho e setembro, esse número subiu para 1,4 milhão.
Leia também: Cartão Meu INSS Vale+: Bancos começam a aderir ao benefício
Uma das medidas previstas para 2025 é restringir a apresentação de novos pedidos por segurados que já têm processos em fase de recurso após uma negativa inicial do INSS. Os segurados terão que escolher entre manter o recurso ou abrir um novo pedido.
Essa decisão envolve a perda da chamada Data de Entrada de Requerimento (DER), que é usada para calcular os valores retroativos do benefício. Optar por um novo requerimento significa abrir mão de possíveis pagamentos retroativos.
Atualmente, os segurados podem protocolar novos pedidos enquanto aguardam o julgamento do recurso, sem qualquer tipo de contrapartida. Com as novas regras, os processos serão interligados, evitando a apresentação de requerimentos duplicados.
Stefanutto afirmou que a mudança não é uma forma de censura, mas sim uma medida para evitar o ‘tumulto processual’ e garantir que o sistema funcione de maneira mais eficiente.
Leia também: Calendário do IPVA 2025 em SP: veja mudanças no parcelamento
O aumento no número de requerimentos tem sido um dos principais desafios enfrentados pelo INSS. A instituição possui uma capacidade operacional limitada, o que dificulta a análise rápida dos pedidos.
O Benefício de Prestação Continuada (BPC), destinado a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, foi um dos que mais contribuíram para o aumento dos pedidos.
As mudanças implementadas pelo INSS visam melhorar a eficiência do sistema e garantir que os segurados recebam seus benefícios de forma mais rápida e justa. Com a restrição de novos pedidos para aqueles que já têm recursos em andamento, espera-se que a fila de espera diminua significativamente.
Essas medidas são parte de um esforço maior para otimizar os processos internos e atender melhor os segurados, garantindo que os recursos sejam destinados a quem realmente precisa.
Se você achou este conteúdo útil, não deixe de se inscrever em nossa newsletter para receber mais informações e atualizações sobre o INSS e outros assuntos de interesse.
O INSS revisou o Programa de Gestão e Desempenho (PGD) e implementou restrições para novos pedidos de segurados com recursos em andamento.
As revisões visam conter o aumento dos pedidos de benefícios e reduzir a fila de espera, que tem sido um desafio contínuo.
Os segurados terão que escolher entre manter o recurso em andamento ou abrir um novo pedido, podendo perder a Data de Entrada de Requerimento (DER) e pagamentos retroativos.
Espera-se que a fila de espera diminua significativamente, tornando o sistema mais eficiente e justo para os segurados.
A DER é a data usada para calcular os valores retroativos do benefício. Optar por um novo requerimento pode significar abrir mão desses pagamentos.