Em julho deste ano, um ataque hacker de grandes proporções atingiu o governo federal, afetando nove ministérios, a Casa da Moeda e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O grupo criminoso conhecido como Fog reivindicou a autoria do ataque, deixando as autoridades em alerta.
A Polícia Federal iniciou uma investigação sigilosa para entender a extensão do ataque e buscar os responsáveis. Os hackers deixaram uma nota de resgate, sugerindo negociações para a devolução dos dados roubados, conforme relatado pelo Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP).
O que você vai ler neste artigo:
O ataque ocorreu na manhã de 23 de julho e, desde então, a Polícia Federal tem trabalhado para desvendar o caso. Descobriu-se que os servidores usados para o ataque estavam localizados nos Estados Unidos e que cerca de 28 gigabytes de dados foram enviados para lá. Isso levou o Ministério da Justiça a pedir cooperação ao Departamento de Justiça americano.
A nota de resgate foi encontrada em um arquivo intitulado “ReadMe”, onde o grupo Fog declarou sua responsabilidade pelo ataque. Eles instruíram as autoridades brasileiras a negociar o resgate na dark web, destacando a urgência de uma resposta para resolver o incidente.
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A Polícia Federal, em parceria com autoridades americanas, busca pistas sobre a origem do ataque. A colaboração é essencial, pois o ataque utilizou VPNs de empresas americanas, como Limestone Networks e BreezeHost.io. O pedido de preservação de dados foi feito através da Rede 24/7, facilitando a cooperação internacional em crimes cibernéticos.
Os hackers não apenas sequestraram dados sensíveis, mas também realizaram o credential dumping, coletando informações de login para navegar nos sistemas como usuários legítimos. Além disso, paralisaram o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), crucial para a troca de documentos no governo.
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Os ataques do grupo Fog não se limitaram ao Brasil. Entre junho e novembro, eles hackearam entidades em doze países, incluindo os Estados Unidos, Austrália e Alemanha. A Polícia Federal continua a investigação e, se os responsáveis forem identificados, serão processados sob as leis de extorsão, apesar da legislação ainda ser considerada desatualizada para crimes cibernéticos.
Projetos de lei estão em tramitação no Congresso para modernizar a legislação. Uma das propostas visa qualificar o crime de invasão de dispositivo informático e criar a tipificação do crime de sequestro de dados informáticos, buscando adaptar a lei à realidade digital atual.
O ataque ao governo federal destaca a importância de proteger informações públicas e a necessidade de leis mais robustas para combater crimes cibernéticos. Caso tenha gostado do conteúdo, inscreva-se em nossa newsletter para mais atualizações sobre segurança cibernética e tecnologia.
O grupo Fog é uma organização criminosa que reivindicou a responsabilidade por um ataque hacker ao governo federal, afetando diversos ministérios e entidades.
O ataque afetou nove ministérios, a Casa da Moeda e o Coaf, além de paralisar sistemas críticos como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
A Polícia Federal iniciou uma investigação sigilosa, trabalhando em parceria com autoridades americanas para identificar os responsáveis e recuperar os dados roubados.
Credential dumping é uma técnica usada por hackers para coletar informações de login, permitindo que eles acessem sistemas como se fossem usuários legítimos.
Se identificados, os responsáveis serão processados sob leis de extorsão. Além disso, há propostas de atualização da legislação para modernizar as leis contra crimes cibernéticos.