A reforma tributária continua a ser um tema quente no Senado, especialmente após o relator Eduardo Braga (MDB-AM) apresentar seu parecer sobre o projeto de regulamentação. As atenções estão voltadas para a inclusão de armas e munições no chamado ‘imposto do pecado’, enquanto carnes, frangos e peixes permanecem isentos.
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O ‘imposto do pecado’ refere-se ao Imposto Seletivo, uma cobrança adicional sobre produtos considerados prejudiciais ou supérfluos. A ideia é desestimular o consumo desses itens através de uma tributação mais pesada. Além de armas e munições, itens de plástico descartável também foram adicionados à lista de produtos sujeitos a essa taxação.
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O relator manteve a isenção de tributos sobre carnes, frangos e peixes, um ponto importante para o consumidor brasileiro, que tem na carne uma parte significativa de sua dieta. Esta decisão busca aliviar o impacto financeiro sobre a população, garantindo que esses produtos essenciais continuem acessíveis.
Além da questão das armas e carnes, o relatório de Eduardo Braga também sugere uma tributação menor para medicamentos e um ‘cashback’ maior na conta de luz, incluindo serviços de telecomunicações. Essas medidas visam mitigar o impacto das mudanças tributárias no orçamento familiar.
Com a reforma, novos impostos sobre o consumo, como o IBS, CBS e o próprio Imposto Seletivo, substituirão cinco tributos existentes: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A transição para esse novo sistema está prevista para ser concluída em 2033.
O parecer de Eduardo Braga deve ser apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado ainda hoje. Após a leitura, os membros terão um período para análise. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), planeja levar o projeto ao plenário para votação nesta quarta-feira, dia 11.
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De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a alíquota padrão dos impostos unificados deverá ser de 27,97%. Isso gera expectativas sobre como as mudanças afetarão a economia e o consumidor final.
O projeto de regulamentação da reforma tributária ainda pode voltar à Câmara dos Deputados, dependendo das alterações feitas no Senado. A Câmara terá a palavra final antes de enviar a proposta para sanção presidencial.
A conclusão da regulamentação é uma prioridade para o governo federal, que deseja finalizar o processo ainda este ano. Se você está acompanhando de perto essa reforma e quer mais atualizações, inscreva-se em nossa newsletter!
Armas, munições e plásticos descartáveis são alguns dos produtos incluídos no ‘imposto do pecado’.
Carnes, frangos e peixes foram isentos para garantir acessibilidade e aliviar o impacto financeiro sobre a população brasileira.
O objetivo é desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais ou supérfluos por meio de uma tributação mais pesada.
O IBS, CBS e o Imposto Seletivo substituirão cinco tributos: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS.
A transição para o novo sistema tributário está prevista para ser concluída em 2033.