A Itália deve se posicionar contra o acordo entre a União Europeia (UE) e o Mercosul. Fontes do governo italiano, citadas pela agência de notícias Ansa, indicam que a administração da premiê Giorgia Meloni não vê condições para assinar o texto atual. A Itália busca uma ‘proteção adequada para o setor agrícola’ europeu e quer garantias de que os produtos que entram no mercado da UE respeitem plenamente as normas do bloco.
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As preocupações italianas não são isoladas. A Itália quer que a Comissão Europeia se comprometa firmemente a monitorar constantemente o risco de perturbação do mercado e, se necessário, ativar um sistema de compensação rápido e eficaz, com recursos financeiros substanciais. Este posicionamento reflete uma preocupação com a concorrência desleal que pode surgir com a entrada de produtos sul-americanos no mercado europeu.
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A França, liderada por Emmanuel Macron, já manifestou oposição ao acordo, considerando-o ‘inaceitável’. Outros países, como Áustria, Holanda e Polônia, também expressaram reservas, principalmente em relação a questões ambientais e de sustentabilidade. Para que o acordo seja aprovado no Conselho Europeu, é necessário o apoio de 15 dos 27 países membros, representando pelo menos 65% da população da UE. A união da França com outros países poderia bloquear o acordo, mas precisaria da adesão da Itália para ser efetiva.
O acordo proposto eliminaria as tarifas sobre 92% das importações do Mercosul em até 10 anos. A França, em particular, teme o impacto no setor agrícola, já que 81,8% do que a UE importa do Mercosul teria tarifa zerada no mesmo período. Agricultores franceses têm protestado contra o acordo, alegando que ele criaria uma concorrência desleal, pois os produtos sul-americanos não estão sujeitos às mesmas normas ambientais e sanitárias rigorosas da Europa.
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A expectativa é que o acordo de livre-comércio entre a UE e o Mercosul seja concluído na 65ª Cúpula do Mercosul, que começa nesta sexta-feira em Montevidéu, Uruguai. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, já está no Uruguai e atua como a principal negociadora do acordo no bloco europeu. Em suas redes sociais, von der Leyen afirmou que o acordo está ‘à vista’ e que marcará a fundação de um mercado de 700 milhões de pessoas.
Em resumo, a Itália se junta a um coro crescente de países europeus que expressam reservas sobre o acordo UE-Mercosul. A proteção do setor agrícola e o cumprimento das normas europeias são questões centrais para esses países. Com a cúpula do Mercosul se aproximando, as negociações continuam intensas e o desfecho ainda é incerto.
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A Itália busca proteção para o setor agrícola europeu e quer garantias de que os produtos que entram no mercado da UE respeitem plenamente as normas do bloco.
A França teme o impacto no setor agrícola, pois os produtos sul-americanos não estão sujeitos às mesmas normas ambientais e sanitárias rigorosas da Europa.
Além da Itália, França, Áustria, Holanda e Polônia expressaram reservas em relação ao acordo.
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, atua como a principal negociadora do acordo no bloco europeu.
A 65ª Cúpula do Mercosul começa nesta sexta-feira em Montevidéu, Uruguai.